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Se mantiver a boca fechada

É desta forma que o parolo José Lello se referia a Ségolène Royal.

Nota: para além de errar totalmente ao dizer que tinha estado com a futura presidente francesa...

Nota 2: estou em crer que essa do "se mantiver a boca fechada" não é original do tuga Lello. Deve ter escutado isso a alguém e limitou-se a repetir, pensando que estava a fazer um figurão.

Nota 3: quanto ao facto do "inginheiro" ser fortemente pró-americano, eu acho que ele é um pró-tudo: ele é pró-americano, ele é pró-chinês, ele é pró-Putin, ele é pró-Xávês, ele é (forte e decididamente) pró-tudo!


Da "questão cigana"

Este texto saiu no PÚBLICO de ontem. Nele dá-se conta de uma agressão gratuita. Trata de um daqueles casos que habitualmente vem no Correio da Manhã mas que daí não sai. Que tenha saído no PÚBLICO e com este destaque é invulgar. Invulgar é também o facto de o agredido dizer claramente que acha que existe uma “questão cigana”, matéria na qual não estarei necessariamente de acordo com ele. Contudo parece-me óbvio que em vários pontos do país, nomeadamente em localidades como Abrantes e Coimbra existem problemas muito sérios provocados por pessoas que se apresentam como ciganas. Tal como se dizem ciganos vários dos membros das famílias que levam para Espanha pessoas deficientes mentais ou com problemas de alcoolismo para os usarem em trabalho escravo. Habitualmente a apresentação como ciganas destas pessoas é apagada pelos mesmos jornais que puxam para título a condição cigana nas notícias sobre a pobreza e a discrminação ou que eles entendem por discriminação e que se reduz invariavelmente ao que os não ciganos pensam dos ciganos. Curiosamente a condição de esquerda do agredido é o que é destacado na entrada deste artigo.

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