Esperamos também que as entidades competentes analisem este caso que, recorde-se, constitui crime público. Infelizmente, pressões, ameaças físicas, insultos e agressões a jornalistas são uma realidade recorrente no contexto dos jogos de futebol em Portugal. É imperativo acabar com este clima inaceitável de intimidação a profissionais da comunicação social, e recordamos que o exercício da liberdade de imprensa está consagrado na Constituição da República Nota: o mais grave foi a não atuação da "força de segurança". As polícias portuguesas que noutras situações, frequentemente fúteis, ostentam a sua força, em casos graves ou dizem que não têm meios ou limitam-se a observar. Este caso tem de servir de exemplo até porque o presidente do clube foi cúmplice da agressão. O futebol, na forma em que tem funcionado, é um dos cancros deste país e esta situação só reforça esta realidade. Há algo, nas "forças de segurança" portuguesas, que está estruturalmente mal.