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A mostrar mensagens com a etiqueta poesia

Nova ameaça de guerra nuclear

Representante do "romantismo revolucionário" e do "realismo crítico", a poetisa Léssia Ucrainca tornou-se, 110 anos após a sua morte, num improvável símbolo de compaixão, nas ruas de Moscovo, para com o povo ucraniano .

Gastão Cruz fez da poesia a sua religião civil

Não faltam na obra de Gastão Cruz (1941-2022) versos que poderiam agora servir de epitáfios, poemas, inteiros livros em que o poeta se entregou a elaborações e declinações da morte. O seu primeiro conjunto de poemas, uma plaquete de 1961, com a qual participou, com 19 anos, no projecto colectivo (com Casimiro de Brito, Luiza Neto Jorge, Fiama Hasse Pais Brandão e Maria Teresa Horta )

Sílvio Teixeira - Estátua

   3 DE MAIO DE 2013 Silvio Teixeira - Vila Real - Estátua Silvio Teixeira VILA REAL - ESTÁTUA   Meu nome real ao meu esforço o devo, Meus vassalos bem alto o meu nome erguerão, Pois o seu bem-estar será o meu enlevo, Que em todos os lugares sempre lembrarão.   Vós lembrais sempre vossa Vila Real, Que o seu espadachim bem alto erguerá, Exigindo o vosso esforço bem leal, Nunca deixando que alguém a dominará.   Tais nomes não usarás diferentemente, Mas alcançados sempre com dignidade, E não hipócrita e aparentemente. Por isso eu serei sempre a Vila Real, Onde sobressai maior legitimidade, Exigindo de ti que sejas sempre leal.   Sílvio Teixeira LAR IMACULADA CONCEIÇÃO LORDELO VILA REAL - PORTUGAL

Para Sempre, mãe

Para Sempre Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade, in ‘Lição de Coisas ’

30 de Novembro de 1935: Morre, em Lisboa, Fernando Pessoa

obra multifacetada do seu criador, que recobre vários géneros (teatro, poesia lírica e épica, prosa doutrinária e filosófica, teorização literária, narrativa policial, etc.), vários interesses (ocultismo, nacionalismo, misticismo, etc.) e várias correntes literárias (todas por si criadas e teorizadas, como o paulismo, o intersecionismo ou o sensacionismo). Elevando-se aos milhares de milhares as páginas já publicadas sobre a obra de Fernando Pessoa ,

Maria de Fátima de Bivar [Moreira de Brito] Velho da Costa (Lisboa, 26 de junho de 1938 - Lisboa, 23 de maio de 2020)

O Lugar Comum  (1966) Maina Mendes  (1969) Ensino Primário e Ideologia  (1972) Novas Cartas Portuguesas  - com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno (1972) Desescrita  (1973) Cravo  (1976) Português; Trabalhador; Doente Mental  (1977) Casas Pardas  (1977) Da Rosa Fixa  (1978) Corpo Verde  (1979) Lucialima  (1983) O Mapa Cor de Rosa  (1984) Missa in Albis  (1988) Das Áfricas  — com José Afonso Furtado (1991) Dores  — contos, com Teresa Dias Coelho (1994) Irene ou o Contrato Social  (2000) O Livro do Meio  - com Armando Silva Carvalho (2006) Myra  (2008, Assírio & Alvim) O Amante do Crato  ( 2012 ) Poesias

o gigante indigesto da cultura portuguesa

Depois de Fernando Pessoa, não se vê uma figura intelectual portuguesa que possa verdadeiramente ombrear com Jorge de Sena. A assustadora dimensão da sua obra abarca todos os géneros da criação literária, somando-lhes um trabalho teórico e crítico do qual uma só alínea, como a do pessoano ou a do camonista, bastariam para compor uma carreira. Cem anos após o seu nascimento, e a mais de 40 da sua morte, este truculento e humaníssimo Minotauro das letras portuguesas continua por domar .

outros jeitos de usar a boca

Você já deve ter ouvido falar do livro  outros jeitos de usar a boca , da jovem escritora Kupi Kaur. O título chama a atenção. A obra esteve em 1º lugar na lista dos mais vendidos do  The New York  Times . 

Der Erlkönig

Quem está cavalgando assim tarde pela noite e ao vento? É o pai com seu filho; Ele tem o menino segurado no braço, Agarrando-lhe com firmeza ,  ¨Erlkönig ¨ significa Rei dos Elfos

Sílvio Teixeira (foto provavelmente de 2005); em criança, sentado no joelho do pai; dois dos seus poemas, escritos provavelmente em 2014/15

No aniversário do 25 de Abril, relembrar dois seres de espírito livre

Insónia

Não durmo, nem espero dormir. Nem na morte espero dormir. Espera-me uma insónia da largura dos astros, E um bocejo inútil do comprimento do mundo. Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, Não posso escrever quando acordo de noite, Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite !

Aphrodite di Triumph (em solidariedade com as operárias da Triumph)

Alberto Pimenta

Carnaval

Tudo é tolerado no Carnaval, Esquecendo o quotidiano, Num burlesco, olvidando o mal, Por só haver uma vez por ano!  [ por Sílvio Joaquim F.F. Teixeira ]