https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4675108 https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4679119 * estou convencido (não se trata de uma mera convicção na base de uma pressuposição meramente subjetiva ou deducional) que se ele conhecesse o Portugal atual e os portugueses do Portugal atual, não teria "mexido uma palha". Mais concretamente: da mesma forma que o escritor Nuno Bragança recusou ser ministro após o 25 de Abril e acabou por se suicidar, o meu tio recusou liminarmente envolver-se na política, apesar dos muitos e insistentes convites. Provavelmente conhecia os portugueses e tinha consciência que a sua luta, e sacrifício da sua juventude (e só não foi da própria vida porque o meu avô não deixou, conseguindo "arrancá-lo" do Tarrafal, para onde ele foi mandado), tinha sido, de alguma forma, inútil, ou, pelo menos, a brutal penalização que pagou, na situação criada por ele próprio, em julgamento, não é consequente com a opinião que ele formou do povo pel...