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A mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril

Morreu o militar de abril Diniz de Almeida, vítima de covid-19: era conhecido como o 'Fittipaldi das Chaimites'

Diniz de Almeida foi chamado ao Palácio de Belém pelo Presidente da República, Costa Gomes, e ali detido, no dia 26 de novembro. Enfrentou vários processos disciplinares, de que saiu ilibado, e passou à reserva com a patente de major. Depois da vida militar, licenciou-se em psicologia clínica .

25 de Abril volta a descer a Avenida da Liberdade — e desta vez com dois desfiles

A discórdia instaurou-se depois de a comissão promotora do desfile que assinala a Revolução dos Cravos ter negado a participação da Iniciativa Liberal e do Volt Portugal no evento, decisão defendida pelo contexto pandémico, mas que gerou polémica, levando posteriormente à abertura da celebração a todos os interessados , 

Os arquivos do inquérito oficial da revolta em que o meu tio participou *

https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4675108 https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4679119 * estou convencido (não se trata de uma mera convicção na base de uma pressuposição meramente subjetiva ou deducional) que se ele conhecesse o Portugal atual e os portugueses do Portugal atual, não teria "mexido uma palha". Mais concretamente: da mesma forma que o escritor Nuno Bragança recusou ser ministro após o 25 de Abril e acabou por se suicidar, o meu tio recusou liminarmente envolver-se na política, apesar dos muitos e insistentes convites. Provavelmente conhecia os portugueses e tinha consciência que a sua luta, e sacrifício da sua juventude (e só não foi da própria vida porque o meu avô não deixou, conseguindo "arrancá-lo" do Tarrafal, para onde ele foi mandado), tinha sido, de alguma forma, inútil, ou, pelo menos, a brutal penalização que pagou, na situação criada por ele próprio, em julgamento, não é consequente com a opinião que ele formou do povo pel...

No aniversário do 25 de Abril, relembrar dois seres de espírito livre

O regime assentava na opressão

e a opressão assentava no medo. Quando as pessoas começam a perder o medo também é contagioso. Portanto, muitos elementos que à partida se mantinham nas posições em que estavam porque tinham medo, começam a ver os outros a partir as amarras e eles também as partem por arrastamento. Chega-se à tal situação, em que o regime eram meia dúzia de indivíduos que viviam à custa do contexto, e são esses que ficam isolados, com dois argumentos de peso: a opinião pública, mas também a comunicação social a dizer que tínhamos uma força que ficava aquém da verdadeira. Houve uma jogada de  bluff , e essa jogada, por arrastamento, fez desmoronar o castelo, mas sem bases, pois nós não tínhamos força mas não tínhamos outra situação. Salgueiro Maia in Entrevista ao CD25A - Projecto de História Oral (1991)

O futuro do 25 de Abril *

Metade da população portuguesa de hoje não viveu ou não tem memória directa dos acontecimentos de 1974 — e menos ainda do Estado Novo. O desafio que se coloca ao 25 de Abril não é tanto comemorar uma efeméride, mas afirmar uma ideia de futuro para o país. Uma alínea do Art.º 9 da Constituição sintetiza esse programa: “Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses”. Só que este não é um desafio que estejamos a ganhar. Portugal não é para todos. Não o era antes de 1974 e continuou a não o ser depois. E não o é de muitas maneiras. A desigualdade de rendimentos é das mais graves na UE e na OCDE. A persistente desigualdade nas qualificações bloqueia a mobilidade social intergeracional e a capacidade de participação de todos na vida pública. Um país de excluídos sociais e políticos é um país que, antes de mais, se exclui a si mesmo e se menoriza. A mensagem do 25 de Abril é esta: um país só tem capacidades se conferir capacidades aos seus cidadão...

Abril 25 - 1974 - (~) 13h

SALGUEIRO MAlA:  Tentámos fazer um ultimato ao QG/GNR para entrega do Presidente do Conselho sem grandes resultados. Os tipos desligam o telefone ou retardam a chamada dizendo que vão ver se as pessoas estão.  Com o megafone tente entrar em comunicações e fazer um aviso - ultimato para rendição. Eu já ameacei o Cor. Ferrari mas ele parece não ter acreditado. Com auto-metradalhora rebenta fechaduras do portão para verem que é a sério. Julgo que não reagirão. Felicidades. Um abraço - OTELO . 

Abril 25 - 1974 - 11h

O Agrupamento Norte chega a Peniche, comandado pelo Gap. Gertrudes da Silva dirigindo-se ao Forte-Prisão. O Pessoal da PIDE/DGS não se mostra disposto a uma rendição. Depois de uma curta reunião decidem que a Companhia do CICA2 Comandada pelo Cap. Rocha da Silva asseguraria o cerco ao Forte, com o apoio de duas secções de obuses do  RAP 3  sob o Comando do Asp. Monteiro. Os obuses ficaram apontados para o forte em tiro directo. O grosso da coluna irá marchar sobre Lisboa para se colocar às ordens do PC na Pontinha .

Abril 25 - 1974 - 10.45h

Os Tenentes Assunção e Santos Silva, que acabaram de aderir ao Movimento vão tentar negociar com o Brigadeiro, na Rua do Arsenal, não sendo bem sucedidos. Pouco depois, e sem saber o sucedido, o Tenente Assunção aproxima-se do Brigadeiro que dá ordem de fogo, sem ser obedecido. O Coronel Romeiras aconselha calma e interpõe-se entre as armas e o Tenente Assunção. O Brigadeiro, em ira, agride o Tem. Assunção. Este faz continência e retira-se .  

Abril 25 - 1074 - 10.30h

O Major Pato Anselmo é deixado sózinho pelo Brigadeiro, na Av. Ribeira das Naus. O Major Jaime Neves vai tentar obter a sua rendição, vai acompanhado pelo Cap. Tavares de Almeida e Asp. Miliciano Maia Loureiro. A rendição é rapidamente conseguida. As torres do dois M/47 são rodadas de 180 graus e o Movimento passa a contar com mais dois carros de combate. Todo o pessoal apeado também se entrega. Os dois carros dirigem-se de imediato para a Rua do Arsenal, onde se encontrava o que restava da força de Cavalaria 7 .

Abril 25 - 1974 - 10h

Com a sua força já diminuida pela adesão ao Movimento do Asp. David e Silva e pela rendição do Ten.Coronel Ferrand de Almeida, o Brigadeiro Junqueira dos Reis divide a sua força em dois grupos, avançando com dois M/47 pela Avenida Ribeira das Naus, comandados pelo Asp. Sottomayor. Seguem também atiradores do RI1 da Amadora e uma pequena força de Lanceiros 2, segue como supervisor o Major Pato Anselmo. O Brigadeiro Junqueira dos Reis acompanha o força. O Cap. Salgueiro Maia segue em direcção à força com um lenço branco. O Brigadeiro ordena a Salgueiro Maia que vá para a retaguarda da sua força. Salgueiro Maia propõe que falem a meia distância das duas forças. O Brigadeiro ordena ao Asp. Sottomayor para abrir fogo sobre Salgueiro Maia, este recusa e de imediato ouve voz de prisão. Dá de seguida a mesma ordem aos apontadores dos carros de combate que também recusam. O Brigadeiro não conseguindo atingir os seus objectivos dirige-se para a Rua do Arsenal onde o resto da coluna se encontrava...

Abril 25 - 1974 - 7.30h

N.R.P. Alm.  Gago Coutinho  A Fragata em formatura integrava uma força NATO (StaNavForlant) que navegava rumo à barra Sul do Porto de Lisboa, com destino a Nápoles, quando recebe ordem do Vice-Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante Jaime Lopes, para abandonar a formatura e colocar-se frente ao Terreiro do Paço à ordem do Estado Maior da Armada .

Abril 24 - 1974 - 22h

Está Reunido, no Regimento de Engenharia n.º 1 (RE1) na Pontinha Lisboa, o Posto de Comando (PC) do Movimento das Forças Armadas (MFA), com as presenças: - Major Otelo Saraiva de Carvalho - Capitão-Tenente Vítor Crespo - Major Sanches Osório - Ten-Cor. Garcia dos Santos - Ten-Cor. Fisher Lopes Pires. Mais tarde, vindo de Tomar, juntar-se-ia o Major Hugo dos Santos. O Capitão Luis Macedo, oficial da unidade, garantia a segurança do Posto de Comando. Presente ainda o Major José Maria Azevedo dando apoio ao Posto de Comando .  

Abril 24 - 1974 - 21h

Escola Prática de Transmissões, Lisboa (EPT) Foram montadas escutas às redes de comunicação da GNR, LP, DGS e PSP. Igualmente foram montadas escutas telefónicas permanentes ao Ministro e Subsecretário de Estado do Exército, Chefe do Estado Maior do Exército e Ministro da Defesa. Abertura de comunicação com linha directa ao Posto e Comando da Pontinha. Estas acções foram possíveis porque dois antes se iniciaram preparativos técnicos necessários, incluindo a montagem de cerca de 4 Km de cabo em menos de 24 horas. As operações foram dirigidas pelo Cap. Fialho da Rosa contando com as valiosas colaborações dos Cap. Veríssimo da Cruz e Madeira e ainda do Furriel Cenoura .  

ABRIL 24 - 1974 - 17.30h

Grupo L34. Este grupo de oficias da Academia Militar tinha uma Missão específica: - Missão - Captura do Comandante do Regimento de Cavalaria 7, Cor. António Romeiras, a principal unidade afecta ao regime. - Constittuição - Capitães Alves Martins, Ribeiro da Silva, Morais Silva, Faria de Oliveira e oTenente Américo Henriques. Os elementos do Grupo efectuaram reconhecimentos junto à residência do Cor. Romeiras, na Praça de Londres .  

Os não julgamentos da "revolução"

centro de documentação 25A  da UC