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Lápis azul ao Parlamento

45 anos depois, e a situação inverte-se. Os bancos, que continuam a ter uma preponderância fundamental em toda a sociedade, dão-se ao luxo de utilizar o lápis azul junto dos órgãos de soberania, de negar o que lhes é pedido e ainda de desrespeitar as ordens dos tribunais .

Os mercados não se autorregulam

A redução demasiado apressada da despesa pública na maioria das economias avançadas colocou quase todo o encargo da revitalização do crescimento em políticas monetárias não-convencionais que têm uma eficácia cada vez menor ( quando não são mesmo contraproducentes ). Os mercados não se autorregulam e o Estado tem um papel central para mitigar ou eliminar os desequilíbrios que emergem do seu funcionamento, bem como para reforçar a coesão social e territorial . 

O predador

Foi diretor do Caixa BI, o banco de investimento da CGD, onde se especializou em parcerias público-privadas. Esteve do lado da banca, a desenhar a estrutura financeira dos contratos que mais tarde se revelaram ruinosos para o Estado: as PPP rodoviárias da Beira Interior, do Pinhal Interior, do Litoral Oeste, do Baixo Tejo, do Baixo Alentejo, do Litoral Algarve, entre outras. Foi ainda enquanto representante do consórcio privado ELOS que assinou o contrato de financiamento, e respetivos swap, associados à construção da linha de TGV Poceirão-Caia entretanto cancelada. No processo foi nomeado administrador-executivo do banco .

Banqueiro abandona BBVA com renda de 4.900 euros/dia até morrer

Aos 54 anos, Ángel Cano abandonou a gestão do banco espanhol com um pacote milionário. O contrato do banqueiro previa uma renda vitalícia de 75% do salário caso fosse afastado antes da reforma, sem ser devido a incumprimento grave das suas funções. Cano escolheu receber a indemnização em forma de renda vitalícia e a partir de agora terá direito a receber 1.79 milhões de euros por ano enquanto for vivo .

Um nojo!

“Um nojo que cresce, e a vida como se nada fosse. Uma bola no estômago em forma de raiva, e vergonha, e tudo. Ricardo Salgado vê a sua caução ser reduzida para metade pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. Dos antes 3 milhões, terá que pagar apenas um milhão e meio para limpar a sua vida que não tem por onde ficar mais suja. Na mesma semana, como nos filmes maus, fica a saber que a sua reforma vai triplicar para um valor de 90.000€. Isto num país que tem de encontrar moedas entre as almofadas do sofá para pagar o dia de amanhã ”,

“Os bancos tiveram o poder de impor os swaps”

Na comissão de inquérito houve uma clara protecção do Governo. Houve uma crítica aos instrumentos especulativos e aos malefícios da finança sem controlo. Mas não se traduziu em medidas concretas sobre o funcionamento da banca. Acredito que haja mais controlo porque as empresas foram incluídas no perímetro de consolidação das contas públicas. Mas a questão não está só em controlar as empresas, mas sim o sistema financeiro. E aí estamos muito longe de ter aprendido alguma coisa .

Dos bancos financiados com o dinheiro dos contribuintes

a única coisa a fazer é assumir que, se a banca não consegue funcionar sem ajuda do Estado, mais vale isso ser assumido, ser transparente e o Estado ter um papel na gestão da banca . Nota: tem é de haver transparência e "duplo controle", na gestão dos bancos financiados direta ou indiretamente com o dinheiro dos contribuintes, como na administração pública e nas empresas públicas, de forma a impedir que "Toninhas" viciem os supostos concursos, não permitir que os interesses privados, individuais ou empresariais, determinem as decisões dos decisores, e, liminarmente determinante para um alegado "Estado de Direito", a justiça se livre dos magistrados corruptos .

Bancos receberam 75% das verbas públicas para habitação

O negócio bancário foi a grande renda do final do século passado e do início deste século. O crédito à habitação foi um dos mais poderosos mecanismos desta transferência de riqueza assegurada pelo Estado, d o bolso dos contribuintes para os acionistas do bancos . 

O que torna as aposentações ultra-pornográficas, vergonhosas, chocantes, do Jardim Gonçalves e Cª ainda mais ofensivas *

BPN e BPP concentraram, Nos últimos anos,todas as atenções, mas foi o BCP que determinou as decisões políticas que conduziram o país até ao resgate internacional. A tese está exposta no livro “Jogos de Poder”, do jornalista paulo Pena, que explica como a banca acumulou lucros alimentados pelo endividamento das famílias e do país, à sombra do imobiliário e dos negócios garantidos pelo Estado. O desfecho da história é conhecido: três anos de austeridade e a maior crise que o país já viveu. “A versão que nos venderam é que andámos a viver acima das nossas possibilidades”, defende o autor, para quem a “crise é muito mais complexa e resulta, sobretudo, do evidente resgate à banca do centro da Europa.” Os bancos portugueses tinham pedido muito dinheiro emprestado aos congéneres alemães e franceses e os investidores internacionais estavam atentos às contas públicas para saberem se o Estado “tinha condições para acomodar a banca, caso viesse a falir”. Não foi apenas o BPN ou o BPP...

Os banqueiros não pagam a crise

Em 2010 o IRC pago por todas as empresas, pequenas médias e grandes, atingiu o montante de 4.653 milhões €. Deste montante, os bancos pagaram apenas 121 milhões €, o que correspondeu a 2,6% do total de IRC. Em 2011 foi pior. Toda a banca pagou apenas 42 milhões de IRC, menos de 1% do total de IRC arrecadado pelas finanças (5.168 milhões €). Em 2012, de acordo com os dados da APB  (Boletim Informativo – p.143) , toda a banca pagou somente 94 milhões € de IRC, ou seja 2,1% do total de 4.281 milhões € da receita de IRC .

Do habitual santo espírito

Técnicas de agitação e propaganda

multar com 600 mil euros quem recebeu 40 milhões "à cabeça", mais 1milhão e 700 mil / ano, vitalícios, mais umas quantas mordomias, como guarda-costas 24/24h, etc . * * fora os danos causados aos contribuintes pelas trafulhices feitas no BCP, pagas pelo Estado (devido a uma estúpida nacionalização - sob o espetro tremendo do "risco sistémico", para idiota que se considera culto consumir - como aconteceu com o BPN)!

PortasSwap ou da Asquerosa Máfia de Estado Tuga

Santo Espírito Lava Mais Branco

O Estado espanhol publicou hoje duas multas, no total de 1,1 milhões de euros, aplicadas no ano passado ao Banco Espírito Santo (BES), por infrações "muito graves" da normativa sobre a prevenção de branqueamento de capitais, foi hoje anunciado . As vítimas do assassino Pinochet e os sobreiros abatidos não esquecerão .

Consenso medonho

foi exatamente o consenso entre partidos que nos trouxe à miséria . A "justiça", que garante impunidade aos corruptos de Estado, deu o seu contributo fundamental para o estado de podridão a que o lugar chegou. A bandidagem do BPN  continua aí para as curvas . Ao Jardim Gonçalves nem se lhe toca nos 175 mil por mês (mais guarda-costas e horas de uso privado de avião), tudo pago pelos contribuintes, como é liberto de multas já de si reduzidas. Não se investigam devidamente as PPP criminosas lesivas dos interesses do Estado, como não se investiga seriamente a "história" dos Pandurs e dos  submarinos  (e se se investigar haverá sempre um juiz para mandar arquivar...). É este o "consenso" podre do regime. 

Dos "mercados" (obviamente isto não vai acabar bem)

O resultado da crise de 2008 é este: o número de instituições financeiras diminuiu, aumentou o número de activos que têm [sob gestão], não houve verdadeiramente uma separação entre o que era a banca de investimento e a de retalho (comercial]. E ao lado passámos a ter um número de investidores especulativos ( hedge funds/ private equities ) cujo único ganho é provocar crises, ou ganhar com as crises. Os riscos disseminaram-se verdadeiramente. Portugal não é um  player . Para o bem e para o mal Portugal não influi, é uma vítima do seu próprio êxito ou fracasso. ... Se analisar, no Brasil, havia muita divisa a entrar para especular na baixa das taxas de juro. E havia muito americano a investir em imobiliário, mas que vai ser retirado. Podia-se dizer que o Brasil era um país emergente se 10% da população fosse da classe média e o resto estivesse pobreza. Já não acontece.  ... Porque é que eu vou investir num continente onde a população está a envelhecer e onde não há quem c...

Schulz: sacrifícios só para salvar os bancos