A descoberta do manuscrito da “Clavis Prophetarum”, do padre António Vieira (1608-97), anunciada em Lisboa e Roma, não foi uma surpresa absoluta para o padre Martín Morales, responsável do arquivo da Universidade Pontifícia Gregoriana, de Roma. Em 2010, Morales escrevera um texto no blogue da instituição referindo o manuscrito (ms.) 1165/1, datado de 1699, que diferia de outros três por várias razões: 328 papéis não aparados e de tamanhos diferentes; uma boa quantidade de recortes colados na margem ou no texto; diferentes caligrafias e muitas notas à margem .