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A mostrar mensagens com a etiqueta ensaios

Ao aceitar um trabalho não remunerado

Ao aceitar um trabalho não remunerado, devemos lembrar-nos que tal pode prejudicar outras pessoas da mesma área e contribuir para que este modelo de colaboração se torne a norma. Antes de dirigir um “convite” para um trabalho não remunerado há que não esquecer que as pessoas que vivem do que pensam, escrevem ou criam em nada são diferentes de um canalizador que transpira para poder pagar as suas contas ou, tão simplesmente, para receber o que é justo como retribuição pelo seu trabalho .

"O perverso"

"É justamente por conhecer a lei que perverso recusa, o que vale não é a lei do pai ou acordo social, é a própria lei do perverso. Por isso, é muito comum que perverso tratar o outro como objeto à sua disposição.  O  grande desafio da clinica lacaniana é desestruturar o sintoma para que o sujeito perverso perca essa sensação de trinfo, de prepotência, de gozo ." Nota: como o texto afirma, não há "cura" para a perversão. Na medida em que o perverso é o manipulador, o que procura por todos os meios transformar @s outr@s em objetos manuseáveis, pois essa é a "essência" do sujeito perverso, não cremos na hipótese das psicoterapias "estabilizarem" o que quer que seja, pois o perverso está "de pedra e cal" na sua perversão. A falta de limites no periodo de desenvolvimento em que os limites deveriam ser impostos condicionou uma "estrutura psíquica" que não é alterável. Há que sublinhar que "o perverso" são sobretudo homens,...

Por outras palavras: a ignorância é atrevida e perigosa

30 de Novembro de 1935: Morre, em Lisboa, Fernando Pessoa

obra multifacetada do seu criador, que recobre vários géneros (teatro, poesia lírica e épica, prosa doutrinária e filosófica, teorização literária, narrativa policial, etc.), vários interesses (ocultismo, nacionalismo, misticismo, etc.) e várias correntes literárias (todas por si criadas e teorizadas, como o paulismo, o intersecionismo ou o sensacionismo). Elevando-se aos milhares de milhares as páginas já publicadas sobre a obra de Fernando Pessoa ,

o mantra de que todas as vidas têm o mesmo peso *

Sabe-se que os abusos contra crianças - em Portugal - são cometidos mais de 98% por homens, e destes, uma enorme faixa são cometidos por maiores de 55 anos, frequentemente avôs ou próximos (os casos recentes de abusos cometidos por sujeitos mais jovens deveriam ser cuidadosamente estudados, para se perceber se não estamos face a uma cadeia de transmissão de monstruosidades e a designada "nova genética" deveria fazer as investigações necessárias para se extraírem conclusões mais amplas e geneticamente suportadas, mesmo que isso vá frontalmente contra a rançosa ladainha culturalmente correta). Estes monstros, normalmente pensionistas ou sujeitos que vivem de subsídios da Segurança Social, para além de viverem dos impostos dos contribuintes, estão a infligir traumas inultrapassáveis (que originam frequentemente outros monstros) e estão a corroer o designado "tecido social", comprometendo a própria existência do país. O novo coronovírus, que parecia ir impôr alguma just...

Democracy being practicably impossible has no other trail but to go awry

Being itself a perverted concept of government makes it a potent tool for malevolent power-grabbers to get to their most desired sinister ambitions. Instead of facilitating government power to be possessed by the people, these megalomaniacs have contrived all forms and props that would make it appear as if the people are the real ones in power. In reality, what we see are only semblances of democracy in varied  superficial formations that do not have the purported essence of its  ideals . 

Da democracia I

A "democracia" da Grécia antiga fundava-se no esclavagismo e na misogenia. Não era uma democracia. Uma democracia implica um povo culto e com cognição desenvolvida, mas sobretudo respeitador, por cultura e genética, do livre arbítrio das e dos outr@s. Sendo esta a condição "sine qua non" sem a qual o sistema democrático é liminarmente inviável. A violência doméstica, a corrupção sistémica e o abuso de crianças, nomeadamente, são sintomas de povos não adptáveis ao sistema democrático. É simplesmente insultuoso que criminosos e corruptos possam decidir, pelo voto, o futuro de uma nação. Logo existirão povos que por cultura e genética nunca funcionarão em democracia, principalmente porque não sabem compreender - ou compreendendo nem os aceitam nem os respeitam - os limites onde a sua liberdade restringe ou bloqueia a d@s outr@s. [uma democracia patusca é sempre simpática mas quando ganha por larga maioria uma "irmandade mulçumana" - foi um exemplo - eviden...

As pulsões de morte e o enigma da compulsão de repetição (Freud e Lacan)

Uma leitura atenta de  Para lá do Princípio de Prazer  de Freud sugere que o mecanismo da repetição cega, a oposição a toda a mudança e uma vontade niilista em afirmar o seu próprio poder excessivo caracterizam todas as pulsões. O que distingue as pulsões de morte das outras pulsões deve ser procurado noutra coisa, tal como uma forma particular de prazer ou destruição agressiva. Apesar do seu regresso a Freud, Lacan dá conta de uma nova imagem do mecanismo de repetição .

Música contemporânea e Psicanálise, durante o festival "Música sem medida”, em Clermont Ferrand

No dia 2 de abril de 2016, motivado pelo lançamento do número especial da revista da ECF “A Causa de desejo”, o festival de música contemporânea de Clermont Ferrand: “Músicas sem medida”, acolheu uma conversação entre psicanalistas e músicos intitulada “Música e Psicanálise”. Nossos colegas Serge Cottet e Jean Robert Rabanel, psicanalistas da ECF foram convidados para que conversassem com os músicos: Christophe Desjardins (alto), Jean Pierre Derrien (produtor de rádio), Marco Stroppa (compositor). Participaram como moderadores, Marie Faucher (France Musique) e nossa colega Valentine Dechambre que, além disso, foi coorganizadora desta edição do festival de Clermont Ferrand. A conversação foi precedida por uma homenagem a Pierre Boulez e, para tal, foram interpretados extratos de “Messagesquisse”, por Christophe Desjardins com a participação da oficina de alto de Claire Saillard do CRR de Clermont Ferrand e “Suaves notações” por Pierre Courthiade. Rádio Lacan agradece a Valentine Dechamb...

Qual articulação entre real, simbólico e imaginário?

Com a designação de RSI enquanto ternário de registros, temos então a ideia de uma notação diferenciada, de um sistema de notação: existem três livros de notação diferentes, três livros em que anotamos as coisas que pensamos pertencer a ordens distintas .

Objeto a (objeto pequeno a)

No Seminário  Le transfert  (1960-1961), ele articula  objeto a  com o termo  agalma  (em grego, um ornamento). Assim como o  agalma  é um objeto precioso escondido em uma caixa inútil,  objeto a  é o objeto de desejo que buscamos no outro. A “caixa” pode assumir muitas formas, as quais não são importantes, a importância está no que é “dentro” da caixa,  a causa do desejo .

A TEORIA DOS GOZOS EM LACAN

Um primeiro modelo, de periodização, o mais conhecido, é o proposto por Jacques-Alain Miller em 1982, que divide o ensino de Lacan em três momentos: o imaginário, o simbólico e o real .

O perverso

Na perversão o sujeito busca manejar, dominar o pulsional se colocando como objeto de gozo do Outro. Em seu agir, o perverso é comandado pelo imperativo categórico do gozo: vive para o gozo, na tentativa de apoderar-se dele, organizá-lo, administrá-lo e prorrogá-lo . * * Da perversidade

Jorge Peixinho: "Música e notação" (1966), em "Jorge Peixinho escritos e entrevistas", CESEM, 2010

Jorge Peixinho: Stravinsky e a nova música (Gazeta Musical, maio/junho 1962 em "Jorge Peixinho Escritos e Entrevistas", CESEM 2010)

O FANTASMA, A DEMANDA E O DESEJO

Mais precisamente, não há objeto do desejo mas objeto do fantasma sobre o desejo. O desejo não visa um objeto da necessidade mas aquele que tem relação com o sujeito do fantasma. Por isso o objeto nunca tem nada de real, sendo a projeção de uma parte desconhecida do sujeito, o que explica a assertiva de que as escolhas objetais revelam o que o sujeito não consegue perceber sobre si mesmo. Isso justifica o fato de que as relações amorosas não ocorrem entre duas pessoas, mas sim, entre dois fantasmas que permanecem juntos enquanto se complementam .

O pequeno objeto a

Em 1957, no seu Seminário  Les formações de l’inconsciente  , Lacan introduz o conceito de  objeto a  como o (Kleiniano) objeto parcial imaginário, um elemento que é imaginado como separável do resto do corpo. No Seminário  Le transfert  (1960-1961), ele articula  objeto a  com o termo  agalma  (em grego, um ornamento). Assim como o  agalma  é um objeto precioso escondido em uma caixa inútil,  objeto a  é o objeto de desejo que buscamos no outro. A “caixa” pode assumir muitas formas, as quais não são importantes, a importância está no que é “dentro” da caixa,  a causa do desejo .