Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Filosofia

Neste momento as democracias liberais não são mais de umas três dezenas no planeta

Há muitos textos que comparam o que estamos a viver à chegada de Hitler ao poder, à ascensão do nazismo na Alemanha, do fascismo em Itália. Não me parece. O mundo hoje é governado pela individualização dos comportamentos. As pessoas são mais educadas, têm mais espírito crítico em relação aos partidos. Antes só havia obediência. Hoje as pessoas são desconfiadas. Antes era a adoração do duce, do führer. Hoje a adoração acabou .

Heidegger introduz o tema da angústia

Heidegger introduz o tema da angústia como constitutivo ontológico fundamental do Dasein porque o encaminha à totalidade de sua existência como ser-no-mundo. Não se trata de uma angústia entendida simplesmente pela ótica psicológica, mas como nas próprias palavras de Heidegger: “ Na pre-sença, a angústia revela o ser para o poder-ser mais próprio, ou seja, o ser-livre para a liberdade de assumir e escolher a si mesmo ” 

O coronavírus de hoje e o mundo de amanhã, segundo o filósofo Byung-Chul Han [seguido de uma nota do editor do blogue]

Na China não há nenhum momento da vida cotidiana que não esteja submetido à observação. Cada clique, cada compra, cada contato, cada atividade nas redes sociais são controlados. Quem atravessa no sinal vermelho, quem tem contato com críticos do regime e quem coloca comentários críticos nas redes sociais perde pontos. A vida, então, pode chegar a se tornar muito perigosa. Pelo contrário, quem compra pela Internet alimentos saudáveis e lê jornais que apoiam o regime ganha pontos. Quem tem pontuação suficiente obtém um visto de viagem e créditos baratos. Pelo contrário, quem cai abaixo de um determinado número de pontos pode perder seu trabalho [os Chineses nunca tiveram nem a oportunidade de experienciarem a democracia nem a de receberem infindáveis fundos vindos do exterior, a generalidade da sua população vive uma pobreza nos antípodas da grande tecnologia usada para controle da população e este sistema tecno-totalitário é uma imensa injustiça. O mundo dos humanos é ilógico e inconsequ...

Eduardo Lourenço morreu esta terça-feira, aos 97 anos

Com exceção de "Pessoa Revisitado", que lhe "saiu de impulso, por necessidade" - "ele costumava dizer que "Pessoa Revisitado" é o seu romance" -, a obra ensaística do professor, filósofo e escritor "não foi programada de raiz, decorrendo predominantemente de solicitações ".

Maria Cândida Pacheco: um tributo

"A política já não sabe indicar um fim"

Este filósofo italiano a quem se deve uma reflexão fundamental sobre a metrópole moderna, foi presidente da cidade de Veneza, mas esse não é o assunto sobre o qual prefere falar: a questão do nexo entre o político e o teológico, o processo da secularização, as formas do poder político contemporâneo e as configurações da crise próprias do nosso tempo são temas que percorre com maior satisfação .

Cioran: outubro de 1990

Há tempos atrevi-me a fazer uma profecia: disse que dentro de cinquenta anos a catedral de Notre-Dame seria uma mesquita. Há pouco um homem, político importante, comentou-me que eu era um otimista, que se haveria convertido em mesquita muito antes …  A história não é mais do que um desfile de falsos Absolutos Quando se chega ao limite do monólogo, aos confins da solidão, inventa-se — na falta de outro interlocutor — Deus, pretexto supremo de diálogo. Enquanto o nomeias, tua demência está bem disfarçada e… tudo te é permitido .

Entre as coxas das mulheres

Emílio Lépido em virtude de uma topada na porta de sua casa; Aufídio por ter batido com a cabeça no batente da entrada da sala do Conselho. E entre as coxas das mulheres: o pretor Cornélio Galo, Tigelino, comandante da guarda de Roma, Ludovico, filho de Guy de Gonzaga, Marquês de Mântua, e, o que é péssimo exemplo, Espêusipo, filósofo platônico. E até um papa de nosso tempo .

Ciência e pseudociência

Assim, num programa de investigação progressivo, a teoria conduz à descoberta de fatos novos (até então desconhecidos).  Nos programas degenerativos, contudo, as teorias são arquitetadas meramente para enquadrar fatos conhecidos .

Os cientistas rezam?

"Os cientistas acreditam que tudo o que acontece está relacionado com as leis da natureza. Assim sendo, um cientista nunca acredita que o desenrolar dos acontecimentos possam ser influenciados por crenças, ou por um desejo sobrenatural", escreveu Einstein, salientando ainda que, apesar disto, o conhecimento humano sobre estes temas é "imperfeito" e que a existência de uma força espiritual é uma questão de fé, que se mantém ainda que a ciência evolua. "Todos aqueles que estão envolvidos no estudo da ciência chegam a um ponto em que acreditam que as leis do universo têm como base algo que é muito superior ao homem. Desta forma, a busca da ciência leva a um sentimento religioso de um tipo especial, que é seguramente diferente da religiosidade para alguém mais inocente", acrescenta .

Mapa corporal das emoções é universal

O filme O Cavalo de Turim , do realizador húngaro Béla Tarr, arranca com um narrador a contar uma história profética sobre Friedrich Nietzsche. Segundo relatos, o filósofo alemão saiu para a rua da cidade italiana, num dia de Janeiro de 1889, e viu, ao longe, um cavalo que se recusava a andar, a ser chicoteado por um homem numa carroça. Nietzsche não aguentou e insurgiu-se com a cena, impedindo a violência, abraçando o animal, chorando. Béla Tarr escolheu no seu filme seguir aquele cavalo, a caminho da escuridão. Mas é Friedrich Nietzsche quem fica caído numa rua de Turim, iniciando a última década da sua vida, dez anos de loucura, depressão e ausência .

Da “banalidade do mal”

O filme " Hannah Arendt", realizado por Margarethe von Trotta, foi talvez concebido pensando no momento presente, onde “governos” tentam convencer as pessoas que elas são simplesmente desnecessárias. Não é necessário serem criminosas: essa “desnecesidade” é suficiente para justificar a sua “natural” eliminação. A questão fulcral no filme é a expressão de Arendt sobre o papel dos “representantes” dos judeus. Arendt afirmou que se não tivessem existido esses “representantes”, os números dos “eliminados” seriam substancialmente mais baixos. Esta é uma problemática fundamental. A questão era uma questão de sobrevivência pois enquanto os “representados” eram despejados nos fornos crematórios, os “representantes” eram mantidos vivos, já que eram necessários à “máquina”. Ou seja: os “representantes” faziam parte da própria “máquina” extreminatória. Não admira pois o nível do “escândalo” que as afirmações de Arendt causaram: boa parte do “status quo” judaico eram sobrevive...