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A mostrar mensagens de maio, 2017

Farida Khalaf não é o nome verdadeiro da mulher que na segunda-feira congelou a plateia

das Conferências do Estoril contando apenas um fragmento dos meses que passou como escrava sexual do autoproclamado Estado Islâmico. Vive como refugiada na Alemanha, a quem diz estar muito grata, mas ainda tem de ter cuidado com possíveis seguidores do grupo radical que tomou a sua pequena aldeia em 2014 e matou o seu pai e o irmão mais velho quando estes se recusaram a converter-se ao islão. A ela levaram-na com dezenas de outras mulheres e crianças para ser vendida num mercado de escravos em Raqqa, na Síria. Farida tinha 17 anos quando se tornou escrava, já indesejavelmente velha para um casamento forçado. O facto de os extremistas do Estado Islâmico considerarem que os yazidis, uma minoria curda com rituais pré-islâmicos, não passam de “adoradores do diabo” não os impede de manterem mulheres e crianças como escravas sexuais. Farida ainda tentou resistir às primeiras investidas. Em “A rapariga que Derrotou o Estado Islâmico”, editado em Portugal pela Asa, Farida conta como ao pr...