ÉTICA? É ponto assente que um analista em caso algum deve manter relações físicas com as analizandas. No entanto, como em tudo na vida, há situações em que tal parece vereificar-se ou ter-se verificado. De uma situação de ética ou falta dela que se traduz no retundo fracasso clínico, passamos a uma estranha situação em que a paciente paga para ser inserida numa rede patológica dominada pelos fantasmas do analista que em contra-transferência transbordante e incontrolada faz semblante das pacientes colocando-as (em acto) no lugar vazio do desejo. Se a situação é re-incidente e sistemática não duvido estarmos perante uma estrutura perversa por parte do analista. Os perversos raramente mudam os comportamentos que são dominados por um exarcebamento do significante gozo . Um perverso em caso algum pode ser analista pois a sua "estrutura psiquíca" é das mais rígidas sendo o discurso totalmente dominado pela justificação, muitas vezes "filosófica", do seu gozo. Ao preverso ...