Quando não é o AICEP, o Governo subsidia e apoia de muitas formas sessões semelhantes patrocinadas ou pela imprensa económica ou por associações empresariais, que funcionam como palco para Presidente da República, primeiro-ministro, vice-primeiro-ministro e ministros vários, da Economia e das Finanças em particular, irem lá falar de um Portugal fictício, amputado dos portugueses. Os órgãos de comunicação têm sido muito pouco selectivos na cobertura destes eventos, o que já não é de agora, e, portanto, a propaganda tem eco. Sócrates tinha idêntico modus operandi. Mesmo que os governantes e porta-vozes partidários não digam nada de novo, têm uma grande cobertura televisiva, embora seja interessante ver como nos jornais generalistas, onde há maior triagem do interesse jornalístico, e menos espaço, a cobertura é menor, até porque toda a gente já percebeu que “nós por cá todos bem”. No meio disto tudo, o principal partido da oposição responde com os mais pífios cartazes que é possível ter...