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A mostrar mensagens com a etiqueta psicanálises

"O perverso"

"É justamente por conhecer a lei que perverso recusa, o que vale não é a lei do pai ou acordo social, é a própria lei do perverso. Por isso, é muito comum que perverso tratar o outro como objeto à sua disposição.  O  grande desafio da clinica lacaniana é desestruturar o sintoma para que o sujeito perverso perca essa sensação de trinfo, de prepotência, de gozo ." Nota: como o texto afirma, não há "cura" para a perversão. Na medida em que o perverso é o manipulador, o que procura por todos os meios transformar @s outr@s em objetos manuseáveis, pois essa é a "essência" do sujeito perverso, não cremos na hipótese das psicoterapias "estabilizarem" o que quer que seja, pois o perverso está "de pedra e cal" na sua perversão. A falta de limites no periodo de desenvolvimento em que os limites deveriam ser impostos condicionou uma "estrutura psíquica" que não é alterável. Há que sublinhar que "o perverso" são sobretudo homens,...

Cientistas conseguem “entrar” em sonhos e obter respostas de quem dorme

Estabeleceu-se contacto em tempo real de dentro para fora do mundo dos sonhos lúcidos. As perguntas dos investigadores passavam a ser parte dos sonhos – houve quem as ouvisse a sair de um rádio ou numa sala de aula - e os “sonhadores” conseguiam responder no mundo real. A comunicação é difícil, mas não impossível. “É como tentar falar com um astronauta noutro mundo”, escrevem os cientistas .

Falsos médicos detidos a prepararem-se para comer testículos de paciente castrado

O alerta foi dado após o paciente, um jovem de 28 anos, aparecer no Hospital McAlester Regional Health Centre a sangrar profusamente da zona genital. Internado de urgência, contou que queria ser sujeito à remoção dos testículos. Procurou num site chamado ‘Eunuchmaker’ e foi contactado por dois homens que disseram ser cirurgiões. Acordaram fazer a operação de forma gratuita mas, em contrapartida pediram ao paciente para ficarem com os testículos removidos

De como sociedades aberrantes e disfuncionais produzem os seus monstros

 

Breves impressões sobre o contexto atual da Psicanálise em Portugal

No campo da psicanálise lacaniana, o país conta com duas instituições: o Centro Português de Psicanálise (CPP) e a Antena do Campo Freudiano (ACF). Nos anos 70 um grupo de estudos conhecido como “percurso freudiano” reunindo analistas e estudiosos em torno do projeto de retorno à Freud concebido por Lacan se formou na Faculdade de Letras. Dentre estes, estava Maria Belo que chegou a fazer análise com Lacan e que havia retornado de Paris a poucos anos após um período de formação na Bélgica e França. Nos anos oitenta este grupo foi se transformando até se tornar Centro Português de Psicanálise [4]  no início dos anos 1990. No princípio de 2000 o CPP adquire o estatuto de membro da Associação Lacaniana Internacional (ALI) e mantém, nos dias de hoje, atividades de ensino em torno de seminários internos que visam estabelecer e propiciar as condições éticas, teóricas e clínica para a formação de analistas. Em agosto deste ano (2019), com o suporte da CPP, Lisboa irá sediar o seminário de...

As pulsões de morte e o enigma da compulsão de repetição (Freud e Lacan)

Uma leitura atenta de  Para lá do Princípio de Prazer  de Freud sugere que o mecanismo da repetição cega, a oposição a toda a mudança e uma vontade niilista em afirmar o seu próprio poder excessivo caracterizam todas as pulsões. O que distingue as pulsões de morte das outras pulsões deve ser procurado noutra coisa, tal como uma forma particular de prazer ou destruição agressiva. Apesar do seu regresso a Freud, Lacan dá conta de uma nova imagem do mecanismo de repetição .

A homossexualidade é uma perversão *

"A homossexualidade é uma patologia caracterizada pela atracção por pessoas do mesmo sexo. Um homem que sente atracção física por outros homens, ou uma mulher que sente atracção física por outras mulheres. Nos indivíduos de género neutro, a homossexualidade manifesta-se pela atracção por objectos inanimados como paredes ou agrafadores ." & & nunca li tal coisa... tal afirmação ronda o anedótico. Poderá um verdadeiro asceta, do "género neutro", já que ultrapassou o desejo físico, ser homossexual? Obviamente que não. Já vi pretensos monges budistas homossexuais mas nem são verdadeiros monges nem verdadeiros budistas. São perversos disfarçados de monges budistas. *   e não uma doença. As doenças são ou poderão vir a ser curáveis, as perversões não porque correspondem à estrutura fundamental dos sujeitos. Os casos extremos dessa perversão são os pedófilos, gays ou "bi", como os criminosos do caso Casa Pia. Grandes criminosos estrangeiros circulam ...

Música contemporânea e Psicanálise, durante o festival "Música sem medida”, em Clermont Ferrand

No dia 2 de abril de 2016, motivado pelo lançamento do número especial da revista da ECF “A Causa de desejo”, o festival de música contemporânea de Clermont Ferrand: “Músicas sem medida”, acolheu uma conversação entre psicanalistas e músicos intitulada “Música e Psicanálise”. Nossos colegas Serge Cottet e Jean Robert Rabanel, psicanalistas da ECF foram convidados para que conversassem com os músicos: Christophe Desjardins (alto), Jean Pierre Derrien (produtor de rádio), Marco Stroppa (compositor). Participaram como moderadores, Marie Faucher (France Musique) e nossa colega Valentine Dechambre que, além disso, foi coorganizadora desta edição do festival de Clermont Ferrand. A conversação foi precedida por uma homenagem a Pierre Boulez e, para tal, foram interpretados extratos de “Messagesquisse”, por Christophe Desjardins com a participação da oficina de alto de Claire Saillard do CRR de Clermont Ferrand e “Suaves notações” por Pierre Courthiade. Rádio Lacan agradece a Valentine Dechamb...

Qual articulação entre real, simbólico e imaginário?

Com a designação de RSI enquanto ternário de registros, temos então a ideia de uma notação diferenciada, de um sistema de notação: existem três livros de notação diferentes, três livros em que anotamos as coisas que pensamos pertencer a ordens distintas .

Objeto a (objeto pequeno a)

No Seminário  Le transfert  (1960-1961), ele articula  objeto a  com o termo  agalma  (em grego, um ornamento). Assim como o  agalma  é um objeto precioso escondido em uma caixa inútil,  objeto a  é o objeto de desejo que buscamos no outro. A “caixa” pode assumir muitas formas, as quais não são importantes, a importância está no que é “dentro” da caixa,  a causa do desejo .

A TEORIA DOS GOZOS EM LACAN

Um primeiro modelo, de periodização, o mais conhecido, é o proposto por Jacques-Alain Miller em 1982, que divide o ensino de Lacan em três momentos: o imaginário, o simbólico e o real .

As lésbicas

Riem alto, instigadas pela brasileira arrapazada (que, até que algo mude, se sente totalmente à vontade no lugar...), gerente do alojamento, mais a asquerosa velha velhaca, do Quebeque (a "mentora", a sabidolas, a grande hipócrita, com experiência de uma vida a viajar pelo mundo a promover a homossexualidade e outras perversidades), a  idiota italiana (mas qual "união" europeia?!), com o jovem larilas britânico a escutar (larilas ressabiado por, obviamente, não ter tido a menor hipótese comigo), lançando gargalhadas selvagens, notícia do (seu) gozo perverso no esmagamento do outro (e seguramente das outras que resistam ás suas "orientações"), bloqueando totalmente a minha conversa com a sul coreana (por curiosidade, uma tática de muitos larilas tugas é olharem fixamente, com um esgar irónico, enquanto falo com as mulheres, acabando estas, que não percebem o que se está a passar, por se afastarem, sentindo-se, os asquerosos larilas, realizados por terem ...

Verdades elementares

"Gay não pode vigiar rapazes" * - JN, 26 outobro, pag 9 Nota: já em relação aos outros exemplos o jurista está errado. Uma mulher casada e com filhos pode ser modelo e na atualidade muitas das modelos de topo, internacionais, são casadas e são mães.  * todos os psicanalistas, excluindo os gays (que segundo Freud não podem ser psicanalistas), concordarão com isto. O politicamente correto não pode impedir a reflexão crítica e o pensamento psicanalítico sobre o que o politicamente correto designa como "opções" e considera a "normalidade". A disseminação destas "opções", como acontece atualmente (reforçada e potênciada pela política de abertura de portas a uma imigração maioritariamente masculina, com estas mesmas "opções") não só aprofunda a decadência do lugar, como conduzirá ao seu colapso.

O perverso

Na perversão o sujeito busca manejar, dominar o pulsional se colocando como objeto de gozo do Outro. Em seu agir, o perverso é comandado pelo imperativo categórico do gozo: vive para o gozo, na tentativa de apoderar-se dele, organizá-lo, administrá-lo e prorrogá-lo . * * Da perversidade

O FANTASMA, A DEMANDA E O DESEJO

Mais precisamente, não há objeto do desejo mas objeto do fantasma sobre o desejo. O desejo não visa um objeto da necessidade mas aquele que tem relação com o sujeito do fantasma. Por isso o objeto nunca tem nada de real, sendo a projeção de uma parte desconhecida do sujeito, o que explica a assertiva de que as escolhas objetais revelam o que o sujeito não consegue perceber sobre si mesmo. Isso justifica o fato de que as relações amorosas não ocorrem entre duas pessoas, mas sim, entre dois fantasmas que permanecem juntos enquanto se complementam .

O pequeno objeto a

Em 1957, no seu Seminário  Les formações de l’inconsciente  , Lacan introduz o conceito de  objeto a  como o (Kleiniano) objeto parcial imaginário, um elemento que é imaginado como separável do resto do corpo. No Seminário  Le transfert  (1960-1961), ele articula  objeto a  com o termo  agalma  (em grego, um ornamento). Assim como o  agalma  é um objeto precioso escondido em uma caixa inútil,  objeto a  é o objeto de desejo que buscamos no outro. A “caixa” pode assumir muitas formas, as quais não são importantes, a importância está no que é “dentro” da caixa,  a causa do desejo .

The Great Tamer

"The great tamer", de Dimitris Papaioannou, anunciado na imprensa "culta" como algo imperdível, explica-nos, basicamente, porque é que o Nietzsche, na Origem da Tragédia, tratou a filosofia antiga como um bluff e, na face inversa, porque é que quem leva os filósofos gregos a sério considera que Nietsche não é um filósofo. Bem na linha da pedrastaria dos gregos antigos, em que banalidades ditas com pompa, num mundo de homens em que as mulheres são meros objetos decorativos e meros objetos conceptuais que só ali aparecem para contribuir para a sustentação de um mundo de pedrastas, que enfaticamente proclamam que sabem explicar a "essência",  seja lá o que isso fôr, banalidades essas que foram suficientemente "marteladas", ao longo do tempo, ao ponto de Heidegger, no século vinte, ter ido repescar um abstruso pseudo-conceito (o Ser), que não só determinou toda a sua filosofia como determinou, em certa medida, tudo o que se lhe seguiu, apesar de Wi...