O processo contra os autores dos crimes do franquismo foi aberto em 2011 pela juíza de Buenos Aires María Servini du Cubría que, diz o jornal espanhol El País , esbarrou com a oposição do governo espanhol que tentou mesmo encerrar o processo. O argumento usado por Madrid foi o de que o julgamento argentino não fazia sentido, pois corria na própria Espanha um processo judicial. Mas o juiz que abriu, em Madrid, o processo, Baltazar Garzón, foi suspenso e, em 2012, o Supremo Tribunal espanhol mandou encerrar o caso. A juíza argentina tentou ouvir, via videoconferência, testemunhos das vítimas, mas o governo espanhol travou as audiências. María Servini du Cubría fez andar o caso contra os suspeitos por outras vias, insistiu no processo e conseguiu mandados de captura da Interpol, os que a polícia espanhola espera para prender os primeiros três suspeitos. “Tenho pena que tenha que ser na Argentina e que Espanha tenha encerrado o processo, mas fico contente pelas vítimas e gostei que a...