Há muitos e longos anos, aparecia junto a um poço bastante fundo, no Rio Corgo, na hoje denominada “Cidade de Vila Real”, uma ninfa, de uma beleza, fora do vulgar. Havia perto um moinho, cujo dono se chamava Romão, que vendia a farinha a diversos padeiros, situados nas proximidades. Embora estranha a beleza ou a ninfa, como passou a ser conhecida, Romão, enamorou-se dela. Aparecia e desaparecia, flutuando nesse poço ou deslizava até ao fundo, onde diversos nadadores não se atreviam a fazê-lo, pois dizia-se ao tempo e ainda hoje, quem nadasse no local, ficaria lá para sempre, devido a ser já conhecido como “Poço da Morte”. Enamorado da ninfa, Romão, aventurou-se a fim de a atrair, fazer o que Alira, a tal beleza fazia, isto é, brincar dentro da água, cujo redemoinho era constante, atirando para o fundo o que aparecesse à superfície. Sucede, que Alira, simpatizou com Romão e habilitou-o a usar o seu corpo, como se fosse um peixe já habituado àquelas águas. Foi...