Dias Loureiro poderá sempre dizer que fez tudo de boa-fé, que acreditava na bondade da tecnologia desse viveiro mundial de ciência e inovação que é Porto Rico, que, como o MP aceita, não cometeu ilegalidade alguma. Mas, foi imprudente, incompetente, opaco, suspeito e arrogante ao decidir avançar com o negócio contra os pareceres técnicos dos especialistas da própria Sociedade Lusa de Negócios ou contra teor de uma auditoria da consultora Arthur Andersen. Se o seu processo por branqueamento de capitais, fraude fiscal e burla foi arquivado por falta de provas, não escapa ao julgamento ético e cívico pela gestão danosa que exerceu no BPN – crime que a lei reserva apenas para empresas públicas e cooperativas. Como se lê no despacho de arquivamento, “não era sequer necessário ter experiência em negócios desta dimensão, o que não era de todo o caso dos vários intervenientes, para ter uma noção muito clara, aquando da celebração dos contratos em causa: o prejuízo era inevitável ”. Lamentav...