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O sucesso de Dias Loureiro

Dias Loureiro poderá sempre dizer que fez tudo de boa-fé, que acreditava na bondade da tecnologia desse viveiro mundial de ciência e inovação que é Porto Rico, que, como o MP aceita, não cometeu ilegalidade alguma. Mas, foi imprudente, incompetente, opaco, suspeito e arrogante ao decidir avançar com o negócio contra os pareceres técnicos dos especialistas da própria Sociedade Lusa de Negócios ou contra teor de uma auditoria da consultora Arthur Andersen. Se o seu processo por branqueamento de capitais, fraude fiscal e burla foi arquivado por falta de provas, não escapa ao julgamento ético e cívico pela gestão danosa que exerceu no BPN – crime que a lei reserva apenas para empresas públicas e cooperativas. Como se lê no despacho de arquivamento, “não era sequer necessário ter experiência em negócios desta dimensão, o que não era de todo o caso dos vários intervenientes, para ter uma noção muito clara, aquando da celebração dos contratos em causa: o prejuízo era inevitável ”. Lamentav...

Rendas da energia mais garantidas que a primavera

Comecemos por um facto simples. Portugal tem das energias mais caras da Europa. Na fatura da eletricidade, grande parte do valor não corresponde ao preço da energia, mas a rendas. São milhões de euros que, a cada mês, entram nos cofres da EDP a vários pretextos: subsidiar as energias renováveis ou continuar a compensar a EDP pelos riscos do mercado, tal como garantido desde a liberalização do setor. Os preços aumentaram muito nos últimos anos, mas nem sempre o suficiente para pagar todas estas rendas. Por isso, a EDP reclama que os utilizadores de eletricidade têm, para com ela, uma enorme dívida: a dívida tarifária. É esse o argumento que justifica novos aumentos quando, em abono da verdade, boa parte dessa dívida já nem está registada nas contas da EDP. É que a empresa já vendeu a nossa dívida a outros - a quem agora devemos como consumidores de energia - e lucrou com isso . EDP, empresa especuladora e terrorista, que explora os portugueses até à medula, fazendo-os ...

Ilegitimidade e injustiça

Não menos evidente é a ilegitimidade e a injustiça de o Estado financiar uma pequena percentagem de escolas privadas em regiões em que o próprio Estado assegura, com o dinheiro de todos nós, uma oferta que satisfaz por completo as necessidades locais, garantindo o acesso universal e gratuito à educação básica . Há ainda 17 milhões de euros para os colégios que mais concorrem com as escolas públicas É simplesmente "pornográfico": enquanto alguns grupos de colégios privados têm recebido (e muitos continuam a receber, apesar dos "cortes") milhões de euros anualmente, dados pelo Estado, o Salão Nobre do Conservatório de Música de Lisboa (anteriormente Conservatório Nacional)  continua seguro por estacas, para não desabar, e várias salas de aula não podem ser utilizadas porque os  respetivos tetos estão a cair aos pedaços!   A escola privada é um negócio e tem o direito de o ser. A escola pública tem o dever de não o ser. A escola privada pode selecci...

Os santos espíritos também beneficiaram do socrático perdão fiscal nas luvas que receberam da negociata dos subs

e falta conhecer-se (oficialmente...) o "outro": o tal político que também recebeu luvas (dias mais tarde, segundo o santo espírito que tinha dito que tinha recebido, não recebeu, mas todos sabemos que recebeu) e não é nomeado. (a promiscuidade no lugar é total tornando-o num sítio nauseabundo a necessitar de uma varridela geral )

Claro que os dos fundos privados, pagos por bancos salvos pelos contribuintes e nacionalizados, não levam cortes *

A manutenção, ao longo de anos, de tantos privilégios aos poderosos só pode explicar-se de uma de duas formas: ou os actores políticos tiram daí algum benefício, ou têm medo de enfrentar esses poderes . (ou pelas duas, digo eu...) * nem as PPP nem as rendas, evidentemente, tornando o lugar irrespirável, só comparável com os países ex-comunistas, totalmente dominados por máfias instituídas e institucionais.

Da habitual pornografia de Estado