UMA DISSERTAÇÃO DE LUÍS REIS TORGAL Praxe, praxes, costumes, rituais, tradições… A “praxe”, do grego práxis , que significa “prática” (“o que se pratica habitualmente”), deveria fazer parte menos de qualquer regulamento do que do seu uso continuado, evolutivo e correcto. Só por isso se diz que a “praxe” tem a ver com a “tradição” (do latim tradere , transmitir), que começa num tempo indefinido, passa de geração em geração e vai-se integrando no espírito de uma comunidade, que a respeita ou critica. É nesse sentido que qualquer regulamento ou código da praxe é discutível e, a existir, só deve, quando muito, aclarar o que é afinal um “costume”, esse sim que deve ser constantemente actualizado. “Praxe”, palavra introduzida na língua portuguesa através do latim no século XVII, mas só referida às práticas académicas no século XIX, tem, pois, um sentido amplo e pouco definido, confundindo-se naturalmente com costumes, rituais, tradições… Não fugirei também dessa dimensão lata e d...