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A mostrar mensagens com a etiqueta Portulândia

Da "burguesia oligárquica *

A China não hostiliza a intervenção na Crimeia, mas não está a mostrar nenhum tipo de entusiasmo: espera para ver. Putin joga duro e o Ocidente ainda vai dormir como se toda a gente no mundo fosse bem-educada. A Rússia não tem força nem consistência económica para o que Putin quer fazer. O regime poderá ser a vítima de um passo maior que a perna, mas nada ficará como dantes depois da Crimeia. A ordem mundial já mudou.  E caminha para uma desordem muito perigosa .  Putin, esse está sempre dentro (e por dentro) da realidade. .. «O clã que se formou em torno de Yanukovitch, que recebeu a designação de “Família” e que enriqueceu de forma desavergonhada, afastou de  si a maioria dos seus apoiantes e eleitores», acrescenta Simonenko, antes de frisar, no entanto, que «os protestos de massas não adquiriram o carácter de um confronto de classes», mas o de «uma batalha feroz entre duas facções da mesma classe de exploradores — a burguesia oligárquica " pelo menos uma centena de...

A decadência do que nunca deixou de ser decadente

Com a salvação da Pátria do PSD e de Passos Coelho voltaram as pragas tradicionais da “decadência” e do “atraso”, que depressa redescobriram os vícios atávicos do português: a sabujice, a dependência, a resignação e uma espécie de sebastianismo de trazer por casa na forma obscura e longínqua do BCE. Nem falta a ditadura dos partidos do centro, nem a melancólica impotência do Presidente da República. Depois do fracasso da “modernização” democrática, virão vinte anos de vacas magras e de cinismo ou desespero. E agora o remédio é duvidoso e talvez mortal . Nota: estou convencido que Portugal é corrupto porque é essencialmente corrupto; é decadente porque é corrupto, e está em "decadência irreversível" * porque sempre foi corrupto e logo a "decair" irreversivelmente. Os males que o José Gil aponta (a inveja) são um sintoma, não a causa. * Saramago dixit. ** no entanto rejeito liminarmente a formulação da "Ibéria" do Saramago. Mais rapidamente transformar...

Mas este aluno acreditou [na morte (como libertação do "bullying" atroz que sofria)]

Da chantagem grega ao "bom aluno" *

Não nos podemos deixar chantagear por um país por medo do contágio João Ramalho , Portimão Portugal. 15.06.2012 10:44 Portugal bom aluno Essa de Portugal ser sempre bom aluno dá para duvidar já foi bom aluno com os dinheiros que vinham da CEE destrui-o a Industrias, Pescas, Agricoltura, arrancou vinhas, oliveiras e outras coisas mais tão bom aluno e a gora temos cá a Troika a dizer como se faz é ser bom aluno ou incompetente? até levarão o Sr. Vitor Constancio que esteve no Banco de Portugal e segunda afirma há coisa que não se lembra, essa é boa até é caso de policia ver! como piada! * já não diziam que era "bom aluno" há duas décadas atrás?

História de crianças

Comparado com  A Queda de Wall Street , a história contada em  Liar’s Poker   parece quase uma história de crianças… Sim. Quando estava lá, o departamento de negociação de obrigações mal tocava as vidas dos americanos. As obrigações de crédito hipotecário  subprime  ainda não tinham sido inventadas. As consequências sociais de Wall Street não eram tão óbvias. Não teria sido possível, por exemplo, gerar algo como o movimento  Occupy Wall Street  em 1989, porque não havia essa interligação entre o que Wall Street estava a fazer e o quotidiano das pessoas.  Michael Lewis Nota: Lewis faz contas erradas quando diz que depois dos gregos "talvez" os tugas queiram abandonar o Euro... Os tugas sabem muito bem que saindo do Euro recuam uma centena de anos, pelo menos, e ficam literalmente entregues aos bichos. Os tugas habilitados abandonariam definitivamente o lugar porque seria melhor trabalharem a lavar pratos na Europa do que como "especialistas" no...
Cair de olhos bem abertos Mesmo o conselho banal, segundo o qual os países endividados da zona euro deveriam orientar-se pelo modelo alemão, parte de uma perspectiva de economia empresarial que falha completamente a situação real. A balança comercial negativa e o correlativo maior endividamento dos países do Sul é, em última análise, apenas o reverso do excedente de exportação da Alemanha, devido principalmente ao comércio dentro da UE. Tal conselho é como recomendar aos clubes menos bem sucedidos na Liga de Futebol Alemã: façam tudo como o Bayern de Munique que na próxima temporada vamos todos ganhar o campeonato. Não deve ficar a ideia de que a doutrina neoclássica teria causado a crise profunda do sistema capitalista mundial. Isso seria dar-lhe demasiada importância. O problema reside, sim, no facto de esta doutrina não ter qualquer noção da crise, que para ela simplesmente não existe. Quem agora, no meio da crise, age na base dos pontos de vista e das receitas neoclássicas está, p...
O canto do cisne do Euro (da UE e da Europa) O título do editorial ("comment") do Daily Mail, um jornal declaradamente anti-UE e anti-Euro, de ontem, foi: "somente Merkel pode salvar a eurozona agora". É que o Daily Mail assume que a falência do euro será uma "calamidade" e quando o DM fala em calamidade trata-se evidentemente de uma calamidade também para os ingleses. Portanto o tom do texto do DM é o de convencer Angela Merkel a salvar o euro, por favorzinho, Grécia incluída. Mas... umas páginas antes, o DM queixava-se da Inglaterra ter de entrar com 8 mil milhões para "ajudar" a Espanha, via FMI, ainda que, mais abaixo, apareça, como quem não quer a coisa, que o total da "ajuda" a Espanha rondará os 350 mil milhões! Pagos por quem? Pois! É interessante a preocupação do DM com a queda do Euro - porque, evidentemente (nisso estão de facto muito certos), a queda do Euro será uma "calamidade" (também) para a Inglaterra. Se os i...
Questões pouco problemáticas Não me parece que o problema sejam os casamentos polígamos na Líbia. Também não me parece que o problema sejam as relações polígamas na Noruega. As mulheres sabem escolher o que bem lhes convém por isso a poligamia existe em pleno na Europa, especialmente na Europa do Sul. Todos sabemos disso. Por isso deixem-se de hipocrisias baratas contra a Líbia. Em Portugal 20% dos homens, creio, não têm uma relação sexual há mais de dois anos (e não é porque sejam deliberadamente abstémios *) enquanto 5%, creio, dos homens mantêm relações polígamas, conhecidas e livremente aceites pelas mulheres envolvidas. Claro que Portugal é um caso extremo e um país profunda e definitivamente doente, mas, por favorzinho, deixem-se de hipocrisias baratas, porque na Líbia os indicadores não deverão ser substancialmente diferentes dos de Portugal, no que a isto diz respeito. Também no que toca às desigualdades sociais os indicadores de ambos os países não serão assim tão diferentes.....

Sem dúvida!

Gregorio Peces-Barba, ex-presidente do Congresso dos Deputados espanhóis e um dos “pais” da Constituição espanhola, afirmou ontem que talvez Espanha tivesse ficado melhor se tivesse optado por ficar com Portugal em vez da Catalunha. publico.pt Nota: face ao estado em que os políticos, os "grandes cérebros", os "grandes" administradores portugueses e os "chicos muito espertos" (políticos e administradores locais)  deixaram Portugal, os portugueses  pensam exactamente o mesmo, ou seja, Portugal e os portugueses estariam provavelmente muito melhor se tivessem sido os políticos espanhóis a governar o lugar. Mas nunca é tarde! Depois do Acordo Ortográfico I é sempre possível um Acordo Ortográfico II...

Os arautos da austeridade *

Aos Indignados cujo agastamento se esfuma em cartazes, palavras de ordem, batatada com a polícia, cantigas de intervenção e acampamentos inúteis ... * para os outros
Que nem seja bluff nem folclore Marques Mendes disse que os ex-governantes que afundaram o país deveriam ser julgados. Eu acrescentaria: é vitalmente salutar para o futuro do país que o sejam. Há que examinar à lupa todas as negociatas de Estado, todas as negociatas feitas pelas EP's e Empresas Municipais, é fundamental analizar à lupa todas as concessões e PPPs, é necessário analizar à lupa todos os negócios, contratações e contractualizações que envolveram dinheiros públicos.
Responsabilizar Li que o PSD e o CDS/PP querem responsabilizar os membros do anterior executivo pelas acções nocivas ao interesse do país. Espero que quem fala em governantes também esteja a pensar em administradores, directores, gestores, assessores, advogados, solicitadores, etc. O caminho de uma responsabilização séria e eficaz (que não seja mero folclorismo para "tuga" ver) é o único caminho que poderá salvar o país de atrocidades futuras. Só demonstrando que erros ou omissões graves, concursos de fachada, empreitadas desnecessárias, má gestão sistemática dos dinheiros públicos, etc, que lesaram o interesse nacional e conduziram o país à situação presente, são devidamente responsabilizados, se veda o caminho a acções de força no futuro, se demonstra que em Portugal é possível uma solução "normal" e democrática, como nos países desenvolvidos do Norte da Europa, onde os corruptos e todos os que enriquecem à custa do dinheiro dos contribuintes acabam na prisão e tê...
"As revoluções não se anunciam" Os militares garantem assim que "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares", e avisam: "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar". económico
Risco de incumprimento Os seguros pedidos pelo investidor para comprar dívida portuguesa com maturidade a cinco anos são os que mais sobem no mundo. Depois de Portugal, seguem-se os seguros pedidos para compra da dívida grega, irlandesa e italiana. Os “Credit Default Swaps” (CDS) - títulos que protegem o investidor do risco de um país não ter capacidade de pagar o empréstimo – da dívida portuguesa a cinco anos subiam, às 16h15, 40 pontos base para os 940,67 pontos. Segundo cálculos feitos pela Lusa, os investidores que tivessem 10 milhões de euros de títulos de dívida com maturidade a cinco anos, teriam de pagar um seguro anual de 940,67 mil euros. Já os seguros da dívida a 10 anos aumentavam 15,9 pontos, para 711,89 pontos. A Grécia lidera as subidas do seguro da dívida nesta maturidade, seguida por Portugal, Itália e Espanha. tv1.rtp.pt (22 agosto)
Um tipo porreiro O pretendente trono português recusa-se, agora, a falar de al-Assad. Um mês depois de ter ido a Damasco, a pedido do Presidente sírio, e de ter ficado com a impressão de al-Assad ser «um homem muito bem intencionado», D. Duarte remete-se ao silêncio. Numa altura em que a comunidade internacional parece apostada em ver-se livre do ditador que responsabiliza por chacinar opositores e civis inocentes. Ao SOL, Francisco Mendia, assessor do duque de Bragança, responde que este «não tem nada a acrescentar» às declarações de apoio a al-Assad feitas após o regresso da Síria. D. Duarte esteve com al-Assad, o primeiro-ministro da Síria e elementos da Oposição mais moderada, que pretendia «reformas democráticas, mas não a deposição do Presidente». Voou para Damasco, no início de Julho, de um dia para o outro, tendo avisado o ministro Paulo Portas da viagem. Segundo explicou o duque de Bragança, em entrevista dada à SIC-N, al-Assad pretendia que ele influenciasse elem...
Humilhação tosca e ridícula "O Governo aprovou ontem uma proposta de resolução, a apresentar à Assembleia da República, para a aprovação de um acordo assinado já em 2009 pelo anterior Governo com os EUA, que prevê a troca de dados pessoais de vários tipos (incluindo impressões digitais e perfis de ADN) entre os dois países. O dito acordo mereceu algum destaque público em Fevereiro passado, na sequência de um parecer negativo emitido pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, levando alguns deputados dos partidos que agora governam a colocar questões ao então Governo, que nunca foram completamente esclarecidas." (blafemias.net) Acho repelente esta submissão aos maricanos a troco da "bondade" do visa, ou isenção dele, para os portugueses que visitem a américa. Um bluff! Um dia, nas férias da páscoa, à falta de ideias melhores e mais interessantes, reservei estadia em Los Angeles. Quando dei conta o visa, ou lá o que aquilo é, só pode ser requerido depois de...
Fora de graça Acho uma escandalosa cretinice ir um ministro português prestar contas aos espanhóis sobre o TGV. O TGV não serve os "desígnios nacionais". Ponto final. A verdade é que os "faux pas" deste governo começam a causar uma certa irritabilidade e o estado de graça acabou. Quando tenho falado da Ibéria - essa entidade puramente abstracta - refiro-me a uma Ibéria constituída por Portugal, pela República da Catalunha, pelo País Basco e pela Espanha, a que se poderia juntar Andorra. Uma Ibéria de (pelos menos) quatro estados federados. Fora deste quadro não há Ibéria. Se este governo continuar no sendeiro da vénia aos espanhóis não vai durar nem quatro anos, nem três e talvez nem dois. Que pense nisto, o PM. Serve para quê? 1. Para que é que um país com frente para o mar e a milhares de quilómetros do centro da Europa quer mandar mercadorias por comboio? Deve ainda ter-se em conta que a Iberia é uma península e que a própria Europa é uma pen...