O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio - atual papa Francisco - depôs, em 2010, diante do Tribunal Federal 5, sobre as suas ligações de amizade com o almirante Emilio Massera, um dos chefes do Processo, como era chamada, oficialmente, a ditadura militar argentina. Sua audiência, realizada pelos juízes federais na Catedral de Buenos Aires, teve, também, como tema, as informações de Bergoglio sobre a Esma, o principal centro de torturas e de assassinatos políticos por parte da repressão política. No mesmo dia do depoimento, que durou quatro horas, Massera morreu, no apartamento 602 do Hospital Naval, vitimado por um enfarte. Outra demonstração da amizade de Bergoglio para com Massera, segundo fontes argentinas, foi o seu empenho para que o almirante recebesse, em 25 de novembro de 1977, o título de doutor honoris causa da Universidade Católica do Salvador (Usal). Se o novo papa vai combater, decidida e efectivamente, a pedofilia, assim como a brutal corrupção de Estado que dest...