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Facebook quis chegar aos dados bancários dos utilizadores

Há mais um escândalo em torno da rede social Facebook e tem a ver com dados bancários. Segundo a revista americana ‘Fast Company’ – especializada em assuntos de tecnologia e informação –, os responsáveis pela rede social terão abordado alguns dos principais bancos norte-americanos (nomeadamente Citigroup, Wells Fargo, J. P. Morgan e U. S. Bank) para terem acesso a "informação detalhada sobre os respetivos clientes, incluindo transações e saldos bancários ".  

Facebook partilhou dados de utilizadores com marcas de telemóveis

Os dados eram obtidos mesmo quando os utilizadores tinham configurado o Facebook para que a informação não fosse partilhada com aplicações de terceiros – é o tipo de configuração que evita que os dados sejam acessíveis por aplicações como os jogos ou os muitos questionários que pululam pela rede social. A questão é que o Facebook considerava aquelas empresas como parceiros – e não como aplicações de terceiros – o que significa que tinham um acesso privilegiado aos dados.  

A audiência a Mark Zuckerberg no Parlamento Europeu foi incompetente

O Parlamento Europeu teve uma excelente oportunidade de demonstrar que é uma referência a seguir. Teve essa oportunidade e perdeu-a .  As perguntas dos eurodeputados a Zuckerberg foram em geral muito mais certeiras do que as dos congressistas americanos. As respostas foram porém bastante piores, muito por culpa de um modelo de audição (escolhido pelo presidente do Parlamento Europeu) que se revelou inadequado. Mas a audição permitiu perceber que há mais do que uma maneira de regular o Facebook e que os instrumentos para o fazer estão nas mãos da União Europeia — se esta os quiser usar .