Para o pensador, as ausências de Mário Soares e de Manuel Alegre das comemorações no Parlamento "são escolhas que se percebem na perspetiva do passado" destes políticos, considerando "mais difícil de explicar como é que os militares de Abril não quiseram estar presentes". "É um sinal que se percebe, mas que pode ser lido com alguma preocupação", disse, em declarações à agência Lusa no final do colóquio "Eduardo Lourenço: as paisagens matriciais e os tempos de Coimbra". "[É] um aviso de que, se o país não encontra uma saída honrosa para esta situação que está a viver - estamos a ser tutelados momentaneamente por uma comissão exterior -, se isto realmente não tiver uma saída positiva, que se espera, eles avisaram que o Exército, eles que fizeram a outra revolução, poderiam estar prontos, talvez não os mesmos, mas outros militares podiam outra vez intervir na vida pública - espero que isso não aconteça", afirmou. jn.pt Eu acred...