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Padre Max e Maria de Lurdes, vítimas da extrema-direita, na Cumieira - Vila Real

No dia 2 de abril de 1976, o padre Max, de 33 anos, e a estudante Maria de Lurdes, de 19, deslocavam-se num carro quando foi acionada uma bomba que os matou. O atentado aconteceu no local da Cumieira, concelho de Vila Real, e até hoje, apesar de suspeitas várias que apontavam para a autoria de membros do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), nada foi provado .

45 anos do homicídio do Padre Max e de Maria de Lurdes

O Padre Max representava uma fação da Igreja Católica progressista, próxima do povo, preocupada com o bem da comunidade e disposta em contribuir na construção de uma sociedade melhor. A Maria de Lurdes representava toda uma geração revolucionária, com vontade em mudar a realidade que a envolvia . 

No reino da brutalidade, das monstruosidades e da impunidade: o infame assassinato de Maria de Lurdes e do Padre Max

Ex-Presidente Lula da Silva detido

Infelizmente a esquerda não soube compreender que proclamar que o poder é do povo implica o respeito pelo património do povo, ou seja, as riquezas naturais, e outras, do país e do Estado. Na atualidade parte dos regimes mais atrozes e corruptos, que mais desrespeitam o "povo" e o seu património, sairam da "esquerda": basta olhar-se para Angola onde o presidente, os militares, familiares e amigos, tratam o país como uma coutada privada. Mais surpreendente é o caso de Lula da Silva e ainda mais o de Dilma, se se vier a provar estar igualmente implicada. Dilma, ao contrário de Lula, que era um sindicalista, rejeitou a vida da alta burguesia a que pertencia para lutar contra a ditadura fascista. colocando frequentemente a sua própria vida em risco. Pessoalmente não acredito que Dilma seja corrupta, acredito sim que o "polvo" tem tentáculos tão extensos que a própria presidente acabou por não conseguir impôr-se a ele. É preciso um "tempo novo" em que ...

Quanto custa uma estátua a um bombista?

a instalação no centro de Braga de uma estátua ao Cónego Melo, condutor do  MDLP  nos idos da revolução e referido na justiça e nas bocas do mundo como mandante da rede bombista, que semeou vitimas e ódios. A coisa era um recado do socialista Mesquita Machado ao mundo, não podia terminar trinta e tal anos de presidência da Câmara sem homenagear o seu amigo e aliado, com quem partilhara proveitos e benesses.  Promessa feita e cumprida. Nenhum socialista se manifestou contra esta ignomínia. Era um símbolo, mas os símbolos valem porque são símbolos. Para mim, era também um regresso ao passado: fui aluno e amigo do Padre Max, que foi assassinado pelo   MDLP   do Cónego Melo, e não esqueço nem perdoo .

Fevereiro de 1976

Numa declaração registada pelo jornalista alemão Gunter Wallraff, o assessor político de Spínola José Valle de Figueiredo explicaria o lugar onde estava o MDLP nessa nova fase do processo político: “Nós não podemos confessar que recomendamos acções militares e as executamos. Para o exterior, temos de parecer pacíficos. E por isso nunca confessamos que essas acções são nossas. E como toda a gente julga que tais ataques só podem ser do ELP, deixamos as coisas correr.” Na prática, o MDLP tinha-se diluído no devaneio bombista, inorgânico e difuso, sem sentido político e prestes a ajustar contas consigo mesmo. Os assassinatos em Vila Real do padre Maximino Sousa e da estudante Maria de Lurdes Pereira, em Fevereiro de 1976
E que tal reabrir este caso? O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã afirmou ontem à noite que os tribunais foram "silenciosos, negligentes e muitas vezes incompetentes" quando julgaram o assassinato do padre Max, "porque não queriam investigar e levar o processo às últimas consequências". ... Francisco Louçã recordou que o tribunal deixou claro que a responsabilidade do homicídio foi "do MDLP, que agiu com a intenção de matar" o padre Max. ... "Mataram premeditadamente o padre Max, mesmo sabendo que ele levava no carro uma jovem - o que é típico da extrema-direita portuguesa, do absolutismo até hoje", acrescentou Brochado Coelho .