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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2017

Bach - St John Passion, BWV 245 - Bach Collegium Japan / M. Suzuki

Cada cavadela, sua minhoca

Mais tarde ou mais cedo, haveria de chegar mais uma fatura para os contribuintes. Quando ainda se fazem contas ao que vão custar os buracos da CGD e do Novo Banco, eis que surge mais um banco na liça, desta vez o Santander Totta, pronto a cobrar milhões por conta dos famigerados swaps assinados pelo conjunto de "boys" do PSD, PS e CDS que costumam alternar na gestão das empresas públicas de transportes. Depois da ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque ter empurrado o problema com a barriga (um pouco a exemplo do que fez com o BES/Novo Banco, com o Banif e com a CGD), com isso aumentando a conta, vem agora Mário Centeno anunciar as "vantagens" do acordo. Que se podem resumir assim: o Estado (os contribuintes) paga 1,7 mil milhões de euros ao Santander e este, por sua vez, soma-lhe 600 mil euros e empresta 2,3 mil milhões ao Estado, por 15 anos e com uma taxa de juro de 1,8%. Diz o ministro das Finanças que, com este acordo, os custos são menores, nomeadamen...

Estamos a pagar três a quatro vezes mais pelas PPP

Paulo de Morais estima que o Estado devia pagar em PPP rodoviárias, em 2017, um valor a rondar os 400 milhões de euro s (as contas foram feitas a partir do valor atribuído pelo Eurostat, em 2015, às PPP rodoviárias portuguesas), mas “este ano vai pagar 1500 milhões”, valor que consta do Orçamento do Estado (OE) 2017 .

O sucesso de Dias Loureiro

Dias Loureiro poderá sempre dizer que fez tudo de boa-fé, que acreditava na bondade da tecnologia desse viveiro mundial de ciência e inovação que é Porto Rico, que, como o MP aceita, não cometeu ilegalidade alguma. Mas, foi imprudente, incompetente, opaco, suspeito e arrogante ao decidir avançar com o negócio contra os pareceres técnicos dos especialistas da própria Sociedade Lusa de Negócios ou contra teor de uma auditoria da consultora Arthur Andersen. Se o seu processo por branqueamento de capitais, fraude fiscal e burla foi arquivado por falta de provas, não escapa ao julgamento ético e cívico pela gestão danosa que exerceu no BPN – crime que a lei reserva apenas para empresas públicas e cooperativas. Como se lê no despacho de arquivamento, “não era sequer necessário ter experiência em negócios desta dimensão, o que não era de todo o caso dos vários intervenientes, para ter uma noção muito clara, aquando da celebração dos contratos em causa: o prejuízo era inevitável ”. Lamentav...

Fernando da Silva Campos (Águas Santas, Maia, 23 de abril de 1924 – Lisboa, 1 de abril de 2017)

Estreou-se como ficcionista aos 62 anos com o romance histórico  A Casa do Pó  (1986), cuja ação decorre em finais do século XVI e conta a história das peregrinações de Frei Pantaleão de Aveiro (autor do  Itinerário da Terra Santa , publicado em 1593), traçando um panorama da cristandade ocidental e oriental. O livro, muito bem recebido pelo público e pela crítica, levou-lhe 11 anos a preparar e colocou-o de imediato entre os grandes escritores portugueses. Em 1987 publicou a sátira literária  O Homem da Máquina de Escrever  e o romance  Psiché . Seguiu-se, em 1990,  O Pesadelo de dEus  e, em 1995,  A Esmeralda Partida ...