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Algo que não sabe sobre Nobre

Ao apresentar-se como candidato, vários foram os que apareceram à direita e à esquerda. Que os financiamentos eram simples, que ele não tinha de se preocupar - enfim, o habitual. Mas, quando começou a deixar de ter espaço na comunicação social e as sondagens desceram dos cinco por cento, banqueiros, empresários, gestores, políticos e amigos deixaram de atender os telefones. Nobre ficou sozinho. Deu a casa e tudo o resto como aval: um mau resultado equivaleria ao pagamento de dívidas durante o resto da vida.
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Algumas pessoas terão razões para se sentirem despeitadas ou mesmo abandonadas pelo presidente da AMI? Acho que sim. Julgo que o processo não foi bem gerido e certamente alguma coisa terá de ser feita para explicar a alguns dos que o apoiaram o porquê de ter aceite o convite de Passos Coelho. E acredito que isso vai acontecer.
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Fernando pode ajudar a mudar a história e levar a cidadania a uma representatividade que nunca teve (e isso seria histórico para a nossa democracia) ou matar as ilusões das pessoas durante décadas. Está na sua mão. Mas à sua frente há um mundo de sombras onde a luz se assemelha a um oásis.

Nota: penso que Nobre, agora mesmo no processo das negociações da ajuda externa, deverá ter uma palavra a dizer no que toca ás contrapartidas, porque uma coisa é reduzirem-se as "pensões de luxo", acabarem-se com as PPPs e concessões ruinosas (algumas são puros casos de polícia ou se não são deveriam ser), privatizarem-se EP's que só dão prejuízo e não são essenciais para o bem estar público; outra é liberalizarem-se os despedimentos, por exemplo, ou reduzirem-se ainda mais as penalizações em caso de despedimento, num país sem uma verdadeira "rede social" e sem mecanismos de reconversão profissional eficazes.

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Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt