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Hão-de me explicar como querem os portugueses ter "competitividade" se não sabem o básico, que é o respeito pelos outros. Vê-se na imagem trabalhadores a elevarem placas para um último andar enquanto as pessoas, na ignorância do perigo que correm, passam por baixo. Claro que fazer como se faz na Europa verdadeira (porque agora torna-se cada vez mais necessário fazer esta distinção) - vedar a área em redor do edifício para assegurar que no caso de haver uma falha nenhum passante será atingido - sai mais caro ao empreiteiro. Claro... trata-se de empresário português concerteza.

Esta aberração começou nos bancos das escolas, onde os portuguesitos pequeninitos não foram educados no respeito pelos outros, e agora, com toda a sua aberrante anormalidade, colocam em causa a segurança dos desprecavidos passantes, com a normalidade de quem sempre desprezou a segurança e a integridade física e psíquica dos outros.

Não têm "competitividade"? Desculpem: não merecem ter nem competitividade nem apoios para conseguirem a tal competitividade, porque a competitividade começa exactamente dentro da cabeça e na cabeça dos portugueses e da generalidade dos empresários portugueses só existe lixo.

De que serve a UE andar a mandar rios de dinheiro para a "competitividade" dos portugueses - dos empresários portugueses cuja visão de "longo prazo" nunca ultrapassa o final do mês - se estes não têm o essencial para serem competitivos? Até quando os europeus verdadeiros, que respeitam os outros porque isso foi o objecto mais essencial da sua educação nos bancos da escola, aceitarão continuar a pagar para seres por natureza e essência não competitivos, que olham os outros como meros instrumentos, e cuja consequência última é um país corrupto, estupidificado e irremedialvelmente atrasado?

Onde foi tirada a foto? Não, não foi numa vilazita dos "matarruanos" do Norte: foi numa artéria principal dos "elitistas" da capital.

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