Os patos bravos
Um conhecido decidiu oferecer parte da sua biblioteca, assim como da sua impressionante discografia, ás bibliotecas das universidades portuguesas, e, dada a especifidade de algumas das edições (partituras de música sinfónica, nomeadamente), também à biblioteca de uma escola superior de um instituto politécnico.
O que ele não estava a contar é com a arrogância e estupidez dos patos bravos, de alguns patos bravos, do ensino superior em Portugal. Público, porque a decisão dele foi colocar o "espólio" em bibliotecas públicas: as biliotecas das universidades e escolas de ensino superior público são bibliotecas públicas por natureza.
Se umas universidades nem sequer se dignaram a responder à oferta (onde há dinheiros públicos para esbanjar porquê estar a aceitar a oferta de obras que se podem adquirir ao amigo livreiro?), outras colocaram condições inaceitáveis, para ele, como se reservarem ao direito de oferecer as obras repetidas (porque não oferecerem as que estivessem em pior estado de conservação dado que estava a oferecer livros que raramente tinham sido utilizados?).
E, se numa grande e importante universidade foi o próprio reitor a agradecer por e-mail, numa escola superior de importância e prestígio relativos não houve qualquer agradecimento por parte da direcção: somente o agradecimento da bibliotecária que era uma contratada que entretanto foi dispensada. É o costume: pessoas com alguma grandeza são simples e reconhecidas, enquanto os mediocres são arrogantes e imbecis. Nada de novo portanto. Por isso ele não se melindrou. No entanto, de vez em quando, como quem não quer a coisa, aparece naquelas bibliotecas para confirmar (dadas as quantidades em causa só ao longo do tempo o conseguirá) que o que ofereceu se encontra de facto ao dispôr do público, porque - aí ele não perdoará - o que ofereceu foi oferecido a instituições do Estado no sentido de ficar ao dispôr das pessoas e qualquer apropriação indevida ou "desaparecimento" será um caso de polícia.
Quanto à próxima remessa que um dia há-de oferecer, e dado que são nomeadamente volumes sobre fotografia, todos em inglês, alguns dos quais exemplares difíceis de encontrar seja onde fôr, ele já decidiu: não ficarão em Portugal.
Nota: disse-me que irão para a Galiza e que um dia, se o Norte se unir à Galiza, estarão de novo em Portugal...
Um conhecido decidiu oferecer parte da sua biblioteca, assim como da sua impressionante discografia, ás bibliotecas das universidades portuguesas, e, dada a especifidade de algumas das edições (partituras de música sinfónica, nomeadamente), também à biblioteca de uma escola superior de um instituto politécnico.
O que ele não estava a contar é com a arrogância e estupidez dos patos bravos, de alguns patos bravos, do ensino superior em Portugal. Público, porque a decisão dele foi colocar o "espólio" em bibliotecas públicas: as biliotecas das universidades e escolas de ensino superior público são bibliotecas públicas por natureza.
Se umas universidades nem sequer se dignaram a responder à oferta (onde há dinheiros públicos para esbanjar porquê estar a aceitar a oferta de obras que se podem adquirir ao amigo livreiro?), outras colocaram condições inaceitáveis, para ele, como se reservarem ao direito de oferecer as obras repetidas (porque não oferecerem as que estivessem em pior estado de conservação dado que estava a oferecer livros que raramente tinham sido utilizados?).
E, se numa grande e importante universidade foi o próprio reitor a agradecer por e-mail, numa escola superior de importância e prestígio relativos não houve qualquer agradecimento por parte da direcção: somente o agradecimento da bibliotecária que era uma contratada que entretanto foi dispensada. É o costume: pessoas com alguma grandeza são simples e reconhecidas, enquanto os mediocres são arrogantes e imbecis. Nada de novo portanto. Por isso ele não se melindrou. No entanto, de vez em quando, como quem não quer a coisa, aparece naquelas bibliotecas para confirmar (dadas as quantidades em causa só ao longo do tempo o conseguirá) que o que ofereceu se encontra de facto ao dispôr do público, porque - aí ele não perdoará - o que ofereceu foi oferecido a instituições do Estado no sentido de ficar ao dispôr das pessoas e qualquer apropriação indevida ou "desaparecimento" será um caso de polícia.
Quanto à próxima remessa que um dia há-de oferecer, e dado que são nomeadamente volumes sobre fotografia, todos em inglês, alguns dos quais exemplares difíceis de encontrar seja onde fôr, ele já decidiu: não ficarão em Portugal.
Nota: disse-me que irão para a Galiza e que um dia, se o Norte se unir à Galiza, estarão de novo em Portugal...