Avançar para o conteúdo principal
Obviamente

O Governo português “tem uma grande responsabilidade” pela situação económica e financeira do país e colocou os parceiros europeus numa situação muito difícil por terem de decidir um programa de ajuda muito rapidamente e em condições tão complicadas, acusou o ministro sueco das Finanças, Anders Borg.

“O Governo português tem uma grande responsabilidade pela situação em que o país se encontra por causa do défice e dívida pública que se mantém elevados durante um longo período de tempo”, afirmou Borg no final de uma reunião dos ministros europeus das Finanças, em Gödölö, Hungria. “Tem havido sinais de alarme claros, e foi pedido aos portugueses para enfrentar a situação e assumir a responsabilidade numa fase anterior. Se o tivessem feito no início do Outono, Portugal e a Europa estariam hoje numa situação melhor do que estão hoje”.

Borg criticou igualmente o Governo pela forma como conduziu o pedido de ajuda. “O pedido chegou na quinta-feira à noite para tomarmos uma decisão na sexta. Impor um montante tão elevado num período de tempo tão curto é uma exigência muito grande que um Estado-membro faz aos outros”, acusou, considerando que “há aqui muitos argumentos para críticas”. publico.pt

Nota: mas para os portuguses do pêésse o óbvio não é assim tão óbvio, antes pelo contrário. Entretanto há sinais de que os europeus que pagam a conta estão a começar, finalmente, a abrir os olhos: “Não costumo assinar um cheque antes de ver a conta”, limitou-se a afirmar a ministra francesa, Christine Lagarde. (publico.pt)

Mensagens populares deste blogue

Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

Os ajustes diretos deixaram de ser exceção para se tornarem regra. A acusação é de Reis Campos, presidente da AICCOPN, que garante: "Em 2011, 90,6% dos contratos celebrados foram por ajuste direto".  O recurso excessivo a esta forma de adjudicação "não garante a transparência" no setor, nem salvaguarda "o interesse público", alerta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN). jn.pt

Até parece que se aproxima o Armagedão

Investors demanding high premiums for holding Italian and Spanish bonds as fears of double-dip recession grow . " F ears about the impact of savage austerity measures in  Spain  and  Italy "   " Shares in Madrid dropped by almost 3% to hit their lowest level since March 2009" "Shares were also much lower on Wall Street, where the fallout from Europe exacerbated fears that the US recovery is petering out"