Os culpados estão fora de Portugal?
Desde 2002 que Robert Fishman visita Portugal, no âmbito das suas investigações como sociólogo da universidade americana de Notre Dame. Já entrevistou Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, líderes sindicais e professores universitários e não tem dúvidas de que os políticos portugueses não são os culpados da atual crise. "Os culpados estão fora de Portugal". Eles são: "Os especuladores, as agências de rating e também o Banco Central Europeu".
Na longa entrevista, que o Expresso publica na edição deste sábado, o professor universitário diz que o país foi vítima de uma espécie de aposta dos especuladores internacionais, que investiram milhões contra Portugal na ânsia de ganharem dinheiro com a crise.
Fishman acusa o Banco Central Europeu de não ter feito o suficiente para ajudar Portugal. "A política monetária europeia serve os interesses alemães mas não os dos países periféricos". E vai mais longe: "Nesta altura diria que o euro é um problema para Portugal". expresso.pt
Nota: sem invalidar a análise genérica de Fishman eu diria que o primeiro problema de Portugal são as suas "élites", estúpidas, incompetentes e corruptas, depois o "povo", que é como é, e depois as agências, etc, que sabendo bem disto apostaram contra Portugal, sabendo à partida que ganhariam, porque contra um país neste estado só poderiam ganhar.
O Euro não é o problema de Portugal: sem o Euro Portugal fechar-se-ia sobre si mesmo, com os monopólios mediocres e corruptos do costume sem qualquer forma de controle a imporem preços e condições que transformariam empresas más, com produtos maus, em empresas altamente lucrativas (é o sonho dessas empresas e seus CEOs). Quanto à UE é um problema em si mesmo, porque cada um puxa para seu lado, inviabilizando à partida o "projecto".
A solução para Portugal, se isso existe, nunca passará por um fechamento mas pela abertura e pela quebra de restrições ao verdadeiro comércio livre (incluindo telecomunicações, serviços e fornecimento energético). Depois passa por um ensino básico que forme para o trabalho concentrado e inteligente e não para a estupidez, a incapacidade mental e o insulto. Depois passa por adaptar o ensino superior ás necessidades "reais" do país. Depois passa por acabar com as empresas aparentemente privadas que na realidade são totalmente subsidiadas pelo Estado, quer directa, quer indirectamente por encomendas e ajustamentos directos, que desvirtuam e minam toda a competitividade verdadeiramente livre. Depois passa por acabar de vez com os contratos ruinosos onde empresas privadas só assumem os lucros em parcerias com o Estado, arranjando formas contratuais muito "chico-espertas" de forma a escapar totalmente ao risco e a fazerem-se reembolsar pelo Estado caso o volume do negócio fique aquém daquilo que imaginaram e contratualizaram (o que é uma inaceitável aberração!). Depois passa por facilitar a vida ás empresas realmente produtivas, inovadoras e com potencialidades para se afirmarem no mercado internacional. Depois passa por saber proteger legal e institucionalmente as marcas e os produtos portugueses, dado que pequenas e médias empresas não têm condições para registar patentes mundialmente...
Desde 2002 que Robert Fishman visita Portugal, no âmbito das suas investigações como sociólogo da universidade americana de Notre Dame. Já entrevistou Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, líderes sindicais e professores universitários e não tem dúvidas de que os políticos portugueses não são os culpados da atual crise. "Os culpados estão fora de Portugal". Eles são: "Os especuladores, as agências de rating e também o Banco Central Europeu".
Na longa entrevista, que o Expresso publica na edição deste sábado, o professor universitário diz que o país foi vítima de uma espécie de aposta dos especuladores internacionais, que investiram milhões contra Portugal na ânsia de ganharem dinheiro com a crise.
Fishman acusa o Banco Central Europeu de não ter feito o suficiente para ajudar Portugal. "A política monetária europeia serve os interesses alemães mas não os dos países periféricos". E vai mais longe: "Nesta altura diria que o euro é um problema para Portugal". expresso.pt
Nota: sem invalidar a análise genérica de Fishman eu diria que o primeiro problema de Portugal são as suas "élites", estúpidas, incompetentes e corruptas, depois o "povo", que é como é, e depois as agências, etc, que sabendo bem disto apostaram contra Portugal, sabendo à partida que ganhariam, porque contra um país neste estado só poderiam ganhar.
O Euro não é o problema de Portugal: sem o Euro Portugal fechar-se-ia sobre si mesmo, com os monopólios mediocres e corruptos do costume sem qualquer forma de controle a imporem preços e condições que transformariam empresas más, com produtos maus, em empresas altamente lucrativas (é o sonho dessas empresas e seus CEOs). Quanto à UE é um problema em si mesmo, porque cada um puxa para seu lado, inviabilizando à partida o "projecto".
A solução para Portugal, se isso existe, nunca passará por um fechamento mas pela abertura e pela quebra de restrições ao verdadeiro comércio livre (incluindo telecomunicações, serviços e fornecimento energético). Depois passa por um ensino básico que forme para o trabalho concentrado e inteligente e não para a estupidez, a incapacidade mental e o insulto. Depois passa por adaptar o ensino superior ás necessidades "reais" do país. Depois passa por acabar com as empresas aparentemente privadas que na realidade são totalmente subsidiadas pelo Estado, quer directa, quer indirectamente por encomendas e ajustamentos directos, que desvirtuam e minam toda a competitividade verdadeiramente livre. Depois passa por acabar de vez com os contratos ruinosos onde empresas privadas só assumem os lucros em parcerias com o Estado, arranjando formas contratuais muito "chico-espertas" de forma a escapar totalmente ao risco e a fazerem-se reembolsar pelo Estado caso o volume do negócio fique aquém daquilo que imaginaram e contratualizaram (o que é uma inaceitável aberração!). Depois passa por facilitar a vida ás empresas realmente produtivas, inovadoras e com potencialidades para se afirmarem no mercado internacional. Depois passa por saber proteger legal e institucionalmente as marcas e os produtos portugueses, dado que pequenas e médias empresas não têm condições para registar patentes mundialmente...