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Revanchismo

Apagar as luzes de um estádio que comporta milhares de pessoas, não só pode colocar problemas graves de segurança como a atitude em si demonstra um revanchismo que não é europeu, o que de resto não admira...

Responder ao jornalista que interroga o treinador benfiquista sobre o apagão com um "não sou electricista...", demonstra-nos que um sujeito falante não é necessariamente um sujeito pensante.

Mas os episódios que culminaram com o FCP como campeão nacional, demonstram-nos um país irredutivelmente dividido, colado com saliva por uma constituição que, anti-democraticamente, impede a legalização de partidos de cariz "regionalista".

Numa altura em que o país se encontra face a uma bancarrota que foi causada nos corredores do poder, em Lisboa *, seria interessante equacionar-se, desta vez seriamente, a divisão do território de forma a que o Norte possa respirar e receber os apoios comunitários como nação independente.

Ir mais fundo do que aquilo onde Portugal chegou não é impossível mas é relativamente difícil. Portanto o Norte nada tem a perder em se independentizar de um poder corrupto e incompetente centralizado em Lisboa.

* cozinhada por gentes das Beiras e por um ou outro transmontano, como corrupto-môr Armando Vara, bancário num balcão da CGD que por artes mágicas do carreirismo político se metamorfoseou em banqueiro (passando talvez pela Independente para não destoar...).

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