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Não é ilegal mas deveria ser *

Mais do que os salários dos gestores de topo, o que causou polémica este ano foram os montantes pagos em indemnizações e salários a administradores que abandonaram funções antes do fim do mandato. Algumas são superiores às remunerações recebidas pelos presidentes, como é o caso de Armando Vara, vice-presidente do BCP, que recebeu 822 mil euros, e o de Fernando Soares Carneiro, ex-administrador da PT, que auferiu 1,8 milhões de euros. Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT e hoje diretor da operadora, recebeu 1,2 milhões de euros.

Mais do que os valores recebidos, o que tem causado perplexidade é o facto de nos casos de Vara, Soares Carneiro e Rui Pedro Soares, tratar-se de pessoas que foram constituídas arguidos - os três no âmbito das escutas do caso Face Oculta -, penalizando assim a imagem das empresas. O facto de terem recebido os respetivos salários e indemnizações a que teriam direito até ao final do mandato não é ilegal, mas para muitos é considerado imoral. expresso.pt

* num reino apodrecido como Portugal, em que as leis foram escritas pelos representantes dos corruptos, eleitos para o parlamento, o que é legal é o que os corruptos - beneficiários de leis escandalosas feitas à medida - decidiram que fosse. Para se "moralizar" o sistema e para se dar credibilidade ao Estado, teria de ser tudo revisto com força rectroactiva.

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A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt