O larilas
Ontem, no final da caminhada na praia, comprei um pacote de leite dos Açores, claro... Espera aí! Está uma portuguesa, das autênticas, ali ao lado a dizer: da maneira que elas se comportam... Cá temos: dito por uma tuguesa a turista que foi violada "estava mesmo a pedi-las"! Cá temos as tuguesas, coitaditas, eternamente espancadas pelos namorados, ex-namorados, maridos e ex-maridos, tuguesas que dizem às filhas "tem cuidado com os homens", "eles só querem uma coisa". Depois temos a filhas, lontras obesas, que destroem a "força de vontade" a qualquer cidadão condigno, a segredar as coisas que essas porcas das mães e das avós lhes ensinaram, aos ouvidos da amiga, bonita, que ao contrário delas conseguem mover positivamente a "vontade do desejo" (frequentemente referida como "desejo do desejo"). Não, portugal não vai lá nem pode ir lá. Venham as alemãs quanto antes e ponham-se a ferros os pais que abusaram das filhas, que regra geral são os pais hiper-controladores.
Adiante. Estava eu a sorver um delicioso leite dos Açores com fibras, e passa um Paki a olhar fixamente para mim. F d p do Paki, pensei, é preciso lata andar estes milhares de kilómetros para vir para cá chatear o indígena, que ele pensa ser um turista, mas ainda se f...
E não é que o Paki se coloca a uns metros de mim a olhar o vazio? Ha, Paki, nem sonhas no que te estás a meter. A adrenalina começou a subir-me ao cérebro e cada vez que o Paki dava um passo na minha direcção eu já só pensava no modo como lhe ia dar o pontapé que o ia mandar para os anjinhos, é melhor não, raciocinei, que me meto em trabalhos, dou-lhe uma patada em cheio no maxilar, que o Paki é baixito, depois ligo para o 112 a pedir auxílio para o Paki, e espero tranquilamente pela polícia.
Comecei a sentir-me um cruzado na luta contra o infiel, só que surgiu um problema, se o Paki não falar português tenho de o avisar em inglês, e como é inglês? Espera... "don't cross the border" e aponto para uma linha imaginária no chão a dois metros de mim. Exacto, ele vai perceber adicionalmente que nem devia ter ultrapassado a fronteira que delimita a terra dele. Ha, Paki sebento, nem sonhas!
Na verdade o Paki andava de um lado para o outro, à espera que eu ficasse sozinho, coisa difícil numa marginal junto ao braço de água que conduz à marina, por onde passam os barcos no final de um dia no mar.
Aproveitando-se do último grupo de turistas que tinham acabado de passar e me tinham lançado olhares de aviso, o Paki aproxima-se, decidido, eu levanto-me e grito, apontando para os pés dele, "não passe daí!" (em Portugal falo sempre primeiro em português). Recuei um passo para lhe gritar em inglês "don't move further" (porque aquilo do cruzar a fronteira seria demasiado metafórico e o tipo podia não compreender), ao mesmo tempo que dobrei ligeiramente os joelhos para saltar e atingi-lo, caso continuasse a avançar depois do aviso, quando ouço: "mas porquê"?!
Ho!!! Afinal o Paki era um compadre alentejano, ou algarvio, ou lá o que aquilo é! Fiquei algo confuso, mas respondi, no mesmo tom de voz, "porque eu não quero!", acrescentando, "estou a avisá-lo!". Não sei se eu teria algum brilho maligno nos olhos, talvez tivesse porque me sentia prestes a desferir um golpe mortal em alguém, a verdade é que o compadre alentejano, algarvio, ou lá o que aquilo é, deu meia volta e pisgou-se. Fez bem. Poupou-me a mais sarilhos e conservou a sua vidinha de larilas.
Nota: há muitos anos, nas festas de Bilbao, fui atacado por dois "árabes" que tentaram roubar-me. Foi um milagre ter-me livrado deles, apesar de estar "tomado". Mas foi, eles fugiram a sete pés e eu ainda fui atrás deles a gritar, totalmente possesso, "malditos árabes, malditos árabes, olhem que eu sou o Santo mata-mouros" (como acima escrevi estava "com os copos"), até os perder totalmente de vista. Enfim... uma figurazinha... Mais tarde fui apresentar queixa à policia porque reparei que o meu cartão de crédito tinha desaparecido. Na polícia: "Quê?! Árabes?! Não, isso não existe cá (foi há muitos anos). São é ciganos.". Portanto não posso afirmar que o tipo da "história" seja um "mero"* larilas a tentar o engate do dia, e muito menos um "compadre alentejano", apesar da sua forte pronúncia alentejana. Ainda bem que não o deixei avançar pois mais um metro e uma "naifa" apontada à garganta transformar-me-ia num dócil turista que entrega tudo o que traz nas algibeiras (e aqui temos uma palavra de origem árabe).
* mesmo que fosse um "mero" larilas aquele tipo de actuação não é de todo "normal" e aceitável.
Ontem, no final da caminhada na praia, comprei um pacote de leite dos Açores, claro... Espera aí! Está uma portuguesa, das autênticas, ali ao lado a dizer: da maneira que elas se comportam... Cá temos: dito por uma tuguesa a turista que foi violada "estava mesmo a pedi-las"! Cá temos as tuguesas, coitaditas, eternamente espancadas pelos namorados, ex-namorados, maridos e ex-maridos, tuguesas que dizem às filhas "tem cuidado com os homens", "eles só querem uma coisa". Depois temos a filhas, lontras obesas, que destroem a "força de vontade" a qualquer cidadão condigno, a segredar as coisas que essas porcas das mães e das avós lhes ensinaram, aos ouvidos da amiga, bonita, que ao contrário delas conseguem mover positivamente a "vontade do desejo" (frequentemente referida como "desejo do desejo"). Não, portugal não vai lá nem pode ir lá. Venham as alemãs quanto antes e ponham-se a ferros os pais que abusaram das filhas, que regra geral são os pais hiper-controladores.
Adiante. Estava eu a sorver um delicioso leite dos Açores com fibras, e passa um Paki a olhar fixamente para mim. F d p do Paki, pensei, é preciso lata andar estes milhares de kilómetros para vir para cá chatear o indígena, que ele pensa ser um turista, mas ainda se f...
E não é que o Paki se coloca a uns metros de mim a olhar o vazio? Ha, Paki, nem sonhas no que te estás a meter. A adrenalina começou a subir-me ao cérebro e cada vez que o Paki dava um passo na minha direcção eu já só pensava no modo como lhe ia dar o pontapé que o ia mandar para os anjinhos, é melhor não, raciocinei, que me meto em trabalhos, dou-lhe uma patada em cheio no maxilar, que o Paki é baixito, depois ligo para o 112 a pedir auxílio para o Paki, e espero tranquilamente pela polícia.
Comecei a sentir-me um cruzado na luta contra o infiel, só que surgiu um problema, se o Paki não falar português tenho de o avisar em inglês, e como é inglês? Espera... "don't cross the border" e aponto para uma linha imaginária no chão a dois metros de mim. Exacto, ele vai perceber adicionalmente que nem devia ter ultrapassado a fronteira que delimita a terra dele. Ha, Paki sebento, nem sonhas!
Na verdade o Paki andava de um lado para o outro, à espera que eu ficasse sozinho, coisa difícil numa marginal junto ao braço de água que conduz à marina, por onde passam os barcos no final de um dia no mar.
Aproveitando-se do último grupo de turistas que tinham acabado de passar e me tinham lançado olhares de aviso, o Paki aproxima-se, decidido, eu levanto-me e grito, apontando para os pés dele, "não passe daí!" (em Portugal falo sempre primeiro em português). Recuei um passo para lhe gritar em inglês "don't move further" (porque aquilo do cruzar a fronteira seria demasiado metafórico e o tipo podia não compreender), ao mesmo tempo que dobrei ligeiramente os joelhos para saltar e atingi-lo, caso continuasse a avançar depois do aviso, quando ouço: "mas porquê"?!
Ho!!! Afinal o Paki era um compadre alentejano, ou algarvio, ou lá o que aquilo é! Fiquei algo confuso, mas respondi, no mesmo tom de voz, "porque eu não quero!", acrescentando, "estou a avisá-lo!". Não sei se eu teria algum brilho maligno nos olhos, talvez tivesse porque me sentia prestes a desferir um golpe mortal em alguém, a verdade é que o compadre alentejano, algarvio, ou lá o que aquilo é, deu meia volta e pisgou-se. Fez bem. Poupou-me a mais sarilhos e conservou a sua vidinha de larilas.
Nota: há muitos anos, nas festas de Bilbao, fui atacado por dois "árabes" que tentaram roubar-me. Foi um milagre ter-me livrado deles, apesar de estar "tomado". Mas foi, eles fugiram a sete pés e eu ainda fui atrás deles a gritar, totalmente possesso, "malditos árabes, malditos árabes, olhem que eu sou o Santo mata-mouros" (como acima escrevi estava "com os copos"), até os perder totalmente de vista. Enfim... uma figurazinha... Mais tarde fui apresentar queixa à policia porque reparei que o meu cartão de crédito tinha desaparecido. Na polícia: "Quê?! Árabes?! Não, isso não existe cá (foi há muitos anos). São é ciganos.". Portanto não posso afirmar que o tipo da "história" seja um "mero"* larilas a tentar o engate do dia, e muito menos um "compadre alentejano", apesar da sua forte pronúncia alentejana. Ainda bem que não o deixei avançar pois mais um metro e uma "naifa" apontada à garganta transformar-me-ia num dócil turista que entrega tudo o que traz nas algibeiras (e aqui temos uma palavra de origem árabe).
* mesmo que fosse um "mero" larilas aquele tipo de actuação não é de todo "normal" e aceitável.