Monge imola-se em protesto contra a ocupação do Tibete
Um monge tibetano morreu após imolar-se pelo fogo na província chinesa de Sichuan, em protesto contra a ocupação do Tibete pela China, naquele que foi o segundo incidente do género este ano na região.
O monge Tsongwon Norbu, de 29 anos, do mosteiro tibetano de Nyitso, no distrito de Dawu, imolou-se na segunda-feira, cerca das 12h40 locais (05h40 em Lisboa), segundo as autoridades locais.
De acordo com um comunicado da organização Free Tibet, sedeada em Londres, o monge bebeu gasolina e despejou o produto pelo corpo e túnica, incendiando-se de seguida.
Antes de morrer, o monge gritou "Longa vida ao Dalai Lama" e outros slogans de protesto a favor do líder religioso tibetano no exílio.
Em consequência da imolação, as autoridades chinesas cercaram o mosteiro tibetano, e cortaram o seu abastecimento de víveres, água e eletricidade, situação que se mantém há dois dias, indicaram testemunhas à AFP.
"Há pelo menos mil soldados e polícias destacados em volta do mosteiro e cerca de 100 monges no seu interior", declarou um religioso daquela congregação por telefone à AFP.
As medidas de segurança foram confirmadas por hotéis e restaurantes nas imediações contatados pela AFP.
Em março, outro monge tibetano de 16 anos, de nome Rigzin Phuntsok, também morreu por imolação na mesma província chinesa, incidente que coincidiu com o terceiro aniversário dos protestos contra o Governo chinês realizados na região em 2008.
A imolação de março desencadeou semanas de fortes tensões entre as autoridades chinesas e o mosteiro de Kirti – um dos mais importantes para o budismo tibetano –, a que pertencia o monge imolado e de onde outros religiosos foram levados para campos de reeducação após o sucedido.
As forças de segurança chinesas chegaram a cercar o mosteiro, impedindo as entradas e saídas do recinto.
Nos últimos anos, sobretudo desde os episódios de 2008, têm-se registado vários confrontos entre os monges e as autoridades chinesas desde a Região Autónoma do Tibete às províncias chinesas vizinhas, como Sichuan, Qinghai ou Gansu.
A China defende que o Tibete é parte integrante do seu território há séculos, enquanto os tibetanos argumentam que a região foi durante muito tempo virtualmente independentemente até ser ocupada pelas tropas comunistas em 1951. ionline.pt
Um monge tibetano morreu após imolar-se pelo fogo na província chinesa de Sichuan, em protesto contra a ocupação do Tibete pela China, naquele que foi o segundo incidente do género este ano na região.
O monge Tsongwon Norbu, de 29 anos, do mosteiro tibetano de Nyitso, no distrito de Dawu, imolou-se na segunda-feira, cerca das 12h40 locais (05h40 em Lisboa), segundo as autoridades locais.
De acordo com um comunicado da organização Free Tibet, sedeada em Londres, o monge bebeu gasolina e despejou o produto pelo corpo e túnica, incendiando-se de seguida.
Antes de morrer, o monge gritou "Longa vida ao Dalai Lama" e outros slogans de protesto a favor do líder religioso tibetano no exílio.
Em consequência da imolação, as autoridades chinesas cercaram o mosteiro tibetano, e cortaram o seu abastecimento de víveres, água e eletricidade, situação que se mantém há dois dias, indicaram testemunhas à AFP.
"Há pelo menos mil soldados e polícias destacados em volta do mosteiro e cerca de 100 monges no seu interior", declarou um religioso daquela congregação por telefone à AFP.
As medidas de segurança foram confirmadas por hotéis e restaurantes nas imediações contatados pela AFP.
Em março, outro monge tibetano de 16 anos, de nome Rigzin Phuntsok, também morreu por imolação na mesma província chinesa, incidente que coincidiu com o terceiro aniversário dos protestos contra o Governo chinês realizados na região em 2008.
A imolação de março desencadeou semanas de fortes tensões entre as autoridades chinesas e o mosteiro de Kirti – um dos mais importantes para o budismo tibetano –, a que pertencia o monge imolado e de onde outros religiosos foram levados para campos de reeducação após o sucedido.
As forças de segurança chinesas chegaram a cercar o mosteiro, impedindo as entradas e saídas do recinto.
Nos últimos anos, sobretudo desde os episódios de 2008, têm-se registado vários confrontos entre os monges e as autoridades chinesas desde a Região Autónoma do Tibete às províncias chinesas vizinhas, como Sichuan, Qinghai ou Gansu.
A China defende que o Tibete é parte integrante do seu território há séculos, enquanto os tibetanos argumentam que a região foi durante muito tempo virtualmente independentemente até ser ocupada pelas tropas comunistas em 1951. ionline.pt