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Das francesinhas

Considero-me alguém que sabe de francesinhas. Quando ia passar temporadas a Paris era um sucesso. Era um jovem portugais-erudit, coisa que contrariava tudo o que as francesas conheciam dos portugueses, não estudava la filo (posteriormente em Portugal matriculei-me e concluí a licenciatura em filosofia, como hobby) mas, muito acima disso, frequentava master-classes no Ircam, com os supostos génios da música contemporânea mundial. Em Paris todos detestavam o Ircam - por ser "elitista", por receber largos milhões do Estado, ou por outra coisa qualquer - mas isso não me prejudicava. Ha! E tinha uma auto-confiança ilimitada. Era de facto um sucesso. Quando chegava alojava-me dois dias na Maison du Portugal e ao terceiro já estava alojado em casa de uma qualquer bela francesinha. Grandes tempos... Devia ter ficado por lá e oportunidades não faltaram. Adiante.

Agora que o Los Angeles Times anda a falar nas francesinhas portuguesas, nas quais sou obviamente um especialista, quero dizer-vos quais são as melhores absolutas. Esqueçam o tipo do Los Angeles Times e anotem:

1- a francesinha do Cardoso - Vila Real.

1- a francesinha do Bufete (sim, com "e" no final, à moda do Porto) Fase, na Rua de Santa Catarina, quase junto ao Marquês, no Porto.

As duas em primeiro lugar, porque as duas são as melhores.

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