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Itália sob "tutela" do BCE

Ainda que não tenha havido uma "intervenção" da troika - no quadro do que ocorreu para os três "periféricos" já com programas de resgate (Grécia, Irlanda e Portugal) -, o que está a acontecer com Itália perfigura uma clara colocação de Itália sob tutela, no caso pelo Banco Central Europeu.

Não se conhece o detalhe da carta enviada a Sílvio Berlusconi na 6ª feira passada por Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, e Mario Draghi, substituto de Trichet em novembro. Nessa missiva, o BCE colocava as condições estritas em que se dispunha a intervir no mercado secundário da dívida para "salvar" a Itália de uma derrocada. Segundo o jornal Corriere della Sera dois pontos capitais eram exigidos com urgência: privatizações e código do trabalho.

No domingo, vencendo resistências de alemães e holandeses, o directório do BCE, em uma das famosas conferências telefonicas que ocorreram durante o fim de semana, decidiu colocar em marcha a intervenção massiva no mercado secundário a partir de 2ª feira. expresso.pt

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