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A polémica dos impostos para os ricos

Nos últimos anos, o cidadão comum perdeu entre 10% e 20% do seu rendimento real, tendo em conta inflação, estagnação de salários, desemprego de uma parte, os aumentos de impostos. Mas as festas dos ricos continuam esplendorosas e ostentatórias. Se eu empobreci 10% desde o início desta crise, ou talvez mais, não percebo a razão para os milionários não poderem fazer um ajustamento na mesma proporção (não estou a falar das perdas virtuais em bolsa). E sou favorável a uma taxa Tobin que ajude a financiar ou aumente o orçamento da União Europeia.

Arranje-se maneira de aplicar um imposto que abranja património, acções, carros e vivendas. Salários milionários ou lucros pessoais em bolsa. Os milionários alemães e suecos pagam impostos em taxas elevadas e estes países são bastante igualitários, com elevada qualidade de vida para todos.

Portugal é um dos países europeus com maiores diferenças de rendimento e os argumentos da blogosfera do centro-direita ou da liberal mais dogmática não são compreensíveis. Que eles vão fugir com o dinheiro para as ilhas Caimão (mas levam o palacete e o Rolls?), que ficam sem incentivo para criar novas maneiras de fazer dinheiro, que isto é tudo populismo do tempo da dona carlota joaquina. Tadinhos dos milionários, tão sacrificados! Aumento de impostos, que escândalo!

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Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

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