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Não UE mas DU *

Na sexta-feira, os Governos da Áustria, Holanda e Eslováquia exigiram que a Atenas lhes forneça garantias semelhantes às que foram acordadas entre a Finlândia e a Grécia para aceitarem participar no segundo empréstimo europeu a Atenas.

Nessa altura o governo Grego apenas confirmou o acordo com Helsínquia, tendo desmentido a existência de negociações com outros países sobre o mesmo tema.

As condições da Finlândia

O Ministério das Finanças finlandês anunciou na semana passada que o país tinha chegado a acordo com a Grécia sobre as condições em que Helsínquia aceitará viabilizar um novo empréstimo da União Europeia.

Segundo Helsínquia, a Grécia vai depositar numa conta bancária do Estado finlandês uma soma de dinheiro equivalente à parte do empréstimo que a Finlândia terá de suportar no pacote europeu de assistência.

O ministro das Finanças, Jutta Urpilainen, disse que os pormenores serão divulgados mais tarde, depois de o acordo bilateral ter sido aprovado por todos os países da Zona Euro.

O aviso da Moody's

Na nota divulgada hoje, a Moody’ avisa que este tipo de acordos pode demorar a próxima tranche da ajuda financeira à Grécia fazendo subir o risco de um incumprimento por parte do país.

A agência de notação financeira considera igualmente que a proliferação de acordos bilaterais deste tipo acabará por limitar a disponibilidade de fundos para futuros programas de resgate financeiro e que, por esse motivo, é de esperar que outros membros da zona Euro rejeitem o acordo greco-finlandês.

Moody's deixa "recado" a Paris e a Berlim

“O projeto de acordo para exigir garantias levanta questões sobre a vontade e a capacidade de alguns responsáveis políticos da Zona Euro em implementarem medidas que preservem a estabilidade da União Monetária Europeia”, lê-se na nota da agência.

“Esta reticência coloca uma pressão maior sobre a Alemanha e a França para que demonstrem uma posição de maior apoio à Zona Euro, com efeitos mais imediatos e concretos do que as propostas que os dois países fizeram na semana passada, a fim de apoiar o projeto da moeda única”, diz a Moody’s.

Berlim adverte gregos e finlandeses

Esta manhã a Alemanha veio, por seu lado, sublinhar que o acordo entre a Finlândia e a Grécia não será válido se não for antes aprovado pelos restantes membros da Zona Euro.

“Um acordo bilateral como este não pode ser concluído em detrimento dos outros” [países] que participam na ajuda a Atenas, disse um porta-voz do ministério alemão das Finanças, sublinhando que é “necessário haver uma discussão” prévia. tv1.rtp.pt (22 agosto)

* Desunião Europeia

Nota: Merkel faz bem em não ceder aos "mercados" e às ameaças da Moody's. A salvação do Euro passa por uma união política e não por uns "eurobonds" em cima do joelho, que acabariam de ser vergados pelo "mercado", que agora tanto os deseja, lançando toda a Europa numa crise sem fim.

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