Por causa de uns atacadores
Foi por causa de uns atacadores que se soltaram nos sapatos de vela que usava naquele dia que o agente da PSP deixou escapar o professor universitário que se fazia passar por mulher para seduzir outros homens na Internet. Esta foi a explicação que um dos polícias que vigiava o principal arguido do processo deu ao tribunal em mais uma audiência de julgamento realizada ontem, em Lisboa.
...
O principal arguido, o professor da Universidade de Évora que chantageava e ameaçava as pessoas que decidiam romper a relação com ele, não tem comparecido no tribunal, encontrando-se com baixa médica.
Para perseguir as suas vítimas, diz a acusação, o professor contratou, a troco de dinheiro, detectives privados, agentes da PSP e inspectores da PJ para que vigiassem as suas vítimas. Terá também recorrido aos serviços de um funcionário de uma operadora telefónica.
Segundo os testemunhos dos polícias que montaram as escutas telefónicas, o professor imitava com tanta perfeição uma voz feminina que durante muito tempo eles próprios investigaram a hipótese do envolvimento de uma mulher no caso.
A acusação refere a forma como detectives e polícias terão colaborado nas acções de intimidação do professor junto das suas vítimas.
O detective propôs a um dos elementos da PSP, que também está a ser julgado, que este "lhe realizasse serviços de seguimentos e vigilâncias para recolha de informações sobre terceiros (...), ficando combinado entre ambos que tais serviços seriam remunerados". O acordo estipulava que o agente vigiaria as pessoas que fossem indicadas "observando-os e seguindo-os pelos locais onde se encontrassem e para onde se deslocassem a fim de posteriormente transmitir" ao detective "todas as informações" recolhidas, nomeadamente sobre os locais onde estes terceiros residiam e pernoitavam, quais os veículos que utilizavam, quais as suas rotinas e os seus movimentos diários (...)" publico.pt, 9 junho
Foi por causa de uns atacadores que se soltaram nos sapatos de vela que usava naquele dia que o agente da PSP deixou escapar o professor universitário que se fazia passar por mulher para seduzir outros homens na Internet. Esta foi a explicação que um dos polícias que vigiava o principal arguido do processo deu ao tribunal em mais uma audiência de julgamento realizada ontem, em Lisboa.
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O principal arguido, o professor da Universidade de Évora que chantageava e ameaçava as pessoas que decidiam romper a relação com ele, não tem comparecido no tribunal, encontrando-se com baixa médica.
Para perseguir as suas vítimas, diz a acusação, o professor contratou, a troco de dinheiro, detectives privados, agentes da PSP e inspectores da PJ para que vigiassem as suas vítimas. Terá também recorrido aos serviços de um funcionário de uma operadora telefónica.
Segundo os testemunhos dos polícias que montaram as escutas telefónicas, o professor imitava com tanta perfeição uma voz feminina que durante muito tempo eles próprios investigaram a hipótese do envolvimento de uma mulher no caso.
A acusação refere a forma como detectives e polícias terão colaborado nas acções de intimidação do professor junto das suas vítimas.
O detective propôs a um dos elementos da PSP, que também está a ser julgado, que este "lhe realizasse serviços de seguimentos e vigilâncias para recolha de informações sobre terceiros (...), ficando combinado entre ambos que tais serviços seriam remunerados". O acordo estipulava que o agente vigiaria as pessoas que fossem indicadas "observando-os e seguindo-os pelos locais onde se encontrassem e para onde se deslocassem a fim de posteriormente transmitir" ao detective "todas as informações" recolhidas, nomeadamente sobre os locais onde estes terceiros residiam e pernoitavam, quais os veículos que utilizavam, quais as suas rotinas e os seus movimentos diários (...)" publico.pt, 9 junho