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Não me espanta

Os portugueses foram os europeus que mais perderam a confiança nos órgãos governativos nos últimos dois anos, com uma queda de 84 por cento, revelou o inquérito ‘Trust & Purpose’ realizado pela Burson-Marsteller.

Segundo o estudo da empresa especializada em relações públicas e comunicação, a seguir aos portugueses, os gregos e os espanhóis foram os que mais perderam a confiança nos governos nacionais, com quebras de 78 e de 77 por cento respectivamente.

A pesquisa mostra que a perda de confiança em relação aos órgãos governativos nacionais afecta toda a Europa com uma queda média de 51 por cento, superior à perda de confiança face ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia, de 32 e 33 por cento respectivamente.

De acordo com o inquérito ‘Trust & Purpose’, a crise económica e os excessos bancários também tiveram um impacto muito significativo nos índices de confiança dos negócios e dos CEO (presidentes executivos): “a confiança nas multinacionais diminuiu 36 por cento nos últimos dois anos e a confiança nos CEO diminuiu quase 50 por cento durante o mesmo período”.
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O inquérito mostra que “a confiança nos negócios também varia bastante e depende de uma combinação de factores: as pessoas confiam, acima de tudo, nas empresas locais, confiam um pouco menos nas empresas nacionais e menos que tudo nas empresas internacionais”.

Da mesma forma, acrescenta, “os consumidores confiam mais nos funcionários da linha de frente – que dão a cara pela organização – para lhes dizerem a verdade sobre a respectiva empresa do que no seu CEO, que é visto como alguém motivado apenas pelo lucro pessoal”.

O inquérito foi conduzido pela empresa de pesquisas estratégicas Penn Schoen & Berland, que realizou 3.161 entrevistas online entre os dias 5 a 16 Maio passado à população geral de 14 países: Bélgica, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido. publico.pt

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