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Interesses particulares impediram aplicação

O Observatório da Saúde atribui aos "interesses particulares, que se sobrepõem muito frequentemente ao interesse geral", a razão porque as medidas saídas do acordo entre o Governo e a troika não foram tomadas antes.

No "Relatório da Primavera", que é hoje apresentado em Lisboa, o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) analisa o impacte das medidas de política na área da saúde, previstas no quadro do memorando de entendimento entre o Governo português e a Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

Este memorando tem "fortes implicações para o sistema de saúde português e a sua implementação enfrentará, previsivelmente, inúmeras dificuldades", lê-se no documento.

O relatório tenta responder a uma pergunta que "circulou insistentemente" nos dias seguintes à publicitação do memorando: "Porque é que [estas medidas] não foram tomadas antes?".

Para o OPSS, existem três razões para que "os vários governos, que têm exercido o poder nas últimas décadas, não tenham tomado muitas destas medidas, ainda que as tenham reconhecido como importantes e necessárias".

Uma dessas razões é "a densa estruturação dos interesses particulares -- económicos e profissionais - que se sobrepõem muito frequentemente ao interesse geral". jn.pt

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