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«Não me chamem ministro»

“Eu prefiro que me chamem sempre Álvaro, porque há uma coisa lá de fora que eu gosto. Quando cheguei a Inglaterra pela primeira vez, em vez de chamarem senhor professor a um professor catedrático que era meu orientador, chamavam-lhe Mark, e eu, a partir daí, achei que era muito bom e gosto bastante. Prefiro que me chamem Álvaro do que me chamem ministro”, afirmou.
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Quanto ao facto de Santos Pereira ter dito que prefere ser tratado por Álvaro em vez de ministro, Marcelo [Rebelo de Sousa] criticou a “ingenuidade excessiva” do ministro. O comentador sublinhou que “é preciso explicar a Álvaro Santos Pereira que ele agora não é Álvaro Santos Pereira. Ele agora é o ministro da Economia de Portugal”. portais.ws

Nota: o professor MRS, que eu sei ter sido um leitor assíduo do meu outro blog, deveria concentrar as suas críticas no essencial e não no anedótico. É indiferente se o ministro quer que o tratem por Álvaro, por Santos ou por Pereira. O que é relevante é o desempenho do Álvaro, do Santos ou do Pereira como ministro.


Definitivamente têm-os à perna

O ministro da economia começou a sua intervenção pública defendendo que Portugal deve ser a Florida da Europa e dando sugestões de marketing aos empresários. O ministro da economia ainda não fez nada do que lhe compete. Não fechou nenhuma empresa pública, não vendeu nenhuma, não promoveu nenhuma fusão, não conseguiu reestruturar nenhum sector, não recuperou um tostão das PPP, não liberalizou nenhuma profissão nem melhorou o mercado de trabalho. Em suma, ainda não mostrou que sabe gerir o Estado. Mas isso não o impediu de se pronunciar sobre como é que a sociedade deve gerir os seus negócios privados. Não cabe ao ministro decidir em que sectores devem apostar os empresários nem como estes devem fazer o marketing dos seus produtos. Os empresários saberão melhor.

O ministro pode desejar a Florida da Europa, pode desejar um país que presta serviços a reformados ricos do Norte da Europa. Mas até ver, o Zezé Camarinha trouxe para cá mais reformadas suecas que o ministro. Se quer a Florida da Europa, faça por isso e fale depois. Comece por melhorar a segurança jurídica e os direitos de propriedade, facilite a aquisição de imóveis por estrangeiros não os penalizando fiscalmente, garanta-lhes que os bancos são seguros, liberalize a formação de profissionais e a instalação de unidades de saúde. Faça com que os hospitais públicos funcionem de forma eficaz. JoaoMiranda - blasfemias.net

Gostei especialmente desta: "Mas até ver, o Zezé Camarinha trouxe para cá mais reformadas suecas que o ministro."

Nota: tem de ter cuidado porque desde que o outro foi para a China dizer aos chineses para virem investir em Portugal porque cá a mão de obra é baratinha, os ministros da economia andam debaixo de olho.

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