Os fantásticos negócios dos CTT
A Tourline Express foi adquirida a 100% pelos CTT em 2005 por 28,5 milhões de euros. O objectivo passava por criar uma plataforma ibérica de estafetagem. Seis anos depois, o investimento total dos CTT nesta empresa é superior a 37 milhões de euros, o grupo nunca recebeu dividendos da Torline e não é previsível que os CTT recuperem o valor investido. A informação consta de um relatório interno dos CTT, a que o i teve acesso, que faz uma análise de rentabilidade do investimento das diferentes empresas do grupo CTT. É concluído que "o investimento na Tourline apresenta uma taxa interna de rentabilidade (TIR) negativa e registou um retorno de capital (ROI) baixo, de 1%". O relatório refere ainda que, no caso de se manterem estes valores de rentabilidade, "a evolução futura será de manutenção da TIR em valores negativos e de não recuperação do capital investido".
Em 2008 e 2009, a empresa chegou a apresentar resultados negativos, o que fez que os CTT fizessem um empréstimo de 7,7 milhões de euros à Tourline.
Salários e indemnizações Apesar dos resultados da empresa, a Tourline tem mantido entre os seus administradores alguns dos ex-donos espanhóis. Os CTT compraram por 1,8 milhões de euros as posições de Miguel Bakero e Antonio Dias na empresa. Miguel Bakero, por exemplo, foi nomeado pelos CTT CEO da Tourline (empresa que acabara de vender), tendo um salário de cerca de 160 mil euros/ano a que acresciam remunerações acessórias. Também Antonio Dias se manteve na empresa na qualidade de membro do conselho executivo nomeado pelos CTT, com um vencimento de cerca de 14 mil euros/mês acrescido de carro e cartão de crédito.
Tanto Miguel Bakero como Antonio Dias acabaram por abandonar a Touline o ano passado com indemnizações elevadas. Bakero recebeu cerca de 220 mil euros e está ainda a receber adicionalmente como contrapartida de não concorrência cerca de 9,2 mil euros/mês durante dois anos. Já Antonio Dias recebeu cerca de 150 mil euros para sair.
Só em indemnizações de saída na Tourline os CTT pagaram recentemente 634 mil euros, mais de metade para pagar rescisões de pessoas a quem a empresa pública tinha comprado a Tourline em 2005.
Há, ainda assim, um ex-dono da empresa espanhola que se mantém na Tourline: Albert Canals recebe actualmente 14 mil euros/mês. ionline.pt
A Tourline Express foi adquirida a 100% pelos CTT em 2005 por 28,5 milhões de euros. O objectivo passava por criar uma plataforma ibérica de estafetagem. Seis anos depois, o investimento total dos CTT nesta empresa é superior a 37 milhões de euros, o grupo nunca recebeu dividendos da Torline e não é previsível que os CTT recuperem o valor investido. A informação consta de um relatório interno dos CTT, a que o i teve acesso, que faz uma análise de rentabilidade do investimento das diferentes empresas do grupo CTT. É concluído que "o investimento na Tourline apresenta uma taxa interna de rentabilidade (TIR) negativa e registou um retorno de capital (ROI) baixo, de 1%". O relatório refere ainda que, no caso de se manterem estes valores de rentabilidade, "a evolução futura será de manutenção da TIR em valores negativos e de não recuperação do capital investido".
Em 2008 e 2009, a empresa chegou a apresentar resultados negativos, o que fez que os CTT fizessem um empréstimo de 7,7 milhões de euros à Tourline.
Salários e indemnizações Apesar dos resultados da empresa, a Tourline tem mantido entre os seus administradores alguns dos ex-donos espanhóis. Os CTT compraram por 1,8 milhões de euros as posições de Miguel Bakero e Antonio Dias na empresa. Miguel Bakero, por exemplo, foi nomeado pelos CTT CEO da Tourline (empresa que acabara de vender), tendo um salário de cerca de 160 mil euros/ano a que acresciam remunerações acessórias. Também Antonio Dias se manteve na empresa na qualidade de membro do conselho executivo nomeado pelos CTT, com um vencimento de cerca de 14 mil euros/mês acrescido de carro e cartão de crédito.
Tanto Miguel Bakero como Antonio Dias acabaram por abandonar a Touline o ano passado com indemnizações elevadas. Bakero recebeu cerca de 220 mil euros e está ainda a receber adicionalmente como contrapartida de não concorrência cerca de 9,2 mil euros/mês durante dois anos. Já Antonio Dias recebeu cerca de 150 mil euros para sair.
Só em indemnizações de saída na Tourline os CTT pagaram recentemente 634 mil euros, mais de metade para pagar rescisões de pessoas a quem a empresa pública tinha comprado a Tourline em 2005.
Há, ainda assim, um ex-dono da empresa espanhola que se mantém na Tourline: Albert Canals recebe actualmente 14 mil euros/mês. ionline.pt