Avançar para o conteúdo principal
O temido cenário

As taxas implícitas às transacções de títulos da dívida italiana a dez anos (prazo de referência nos mercados) estavam hoje a subir perto das 10h de hoje para 5,399 por cento, enquanto as espanholas subiam para 5,806, valores que não se viam desde 2002, segundo do dados da agência Reuters. No dia 1 estavam em respectivamente 4,871 e 5,389 por cento.

Durante os primeiros dias do mês a subida dos juros das obrigações italianas foi mais rápido que o das espanholas, o que fez com que o país descolasse do grupo de Estados do euro que não estão de momento com problemas nos mercados de títulos de dívida pública (chamados de secundários por não ser aqueles onde o Estado vai buscar dinheiro contra títulos, mas por se tratar de transacções com títulos já emitidos e cujo valor facial o Estado arrecadou) e se aproxima-se da situação da Espanha, que até agora era dada como o eventual próximo país a necessitar de um resgate. publico.pt

Mensagens populares deste blogue

Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

Os ajustes diretos deixaram de ser exceção para se tornarem regra. A acusação é de Reis Campos, presidente da AICCOPN, que garante: "Em 2011, 90,6% dos contratos celebrados foram por ajuste direto".  O recurso excessivo a esta forma de adjudicação "não garante a transparência" no setor, nem salvaguarda "o interesse público", alerta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN). jn.pt

Até parece que se aproxima o Armagedão

Investors demanding high premiums for holding Italian and Spanish bonds as fears of double-dip recession grow . " F ears about the impact of savage austerity measures in  Spain  and  Italy "   " Shares in Madrid dropped by almost 3% to hit their lowest level since March 2009" "Shares were also much lower on Wall Street, where the fallout from Europe exacerbated fears that the US recovery is petering out"