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Ao cuidado da Ministra da Justiça

Não é aceitável, nem recomendável, que haja solidariedade com agressores. Especialmente da parte das "forças da ordem". Claro que houve quem fizesse pior e não tivesse sido punido... O argumento é inválido, ainda que seja verdadeiro, e revela uma certa dose de perversidade. Não aconteceu também que muitos criminosos escaparam à PSP sem que se compreenda como? Argumentar que é melhor deixar escapar criminosos do que colaborar com eles, como fizeram alguns elementos da PSP, seria um argumento válido para justificar esses falhanços na captura dos criminosos? Claro que não. Por esta e por outras espertezas saloias é que Portugal foi colocado no lixo.

Pior que uma solidariedade podre é o facto de se meterem baixas médicas fraudulentas, como expressão da dita podre solidariedade.

A "cereja em cima do bolo" foi a junta médica da PSP ter reconhecido as baixas fraudulentas dos agentes "solidários". Essa junta médica não só cometeu uma ilegalidade, como pôs em causa todas as juntas médicas do Estado que fazem o seu trabalho conscienciosamente. Esta junta médica foi um insulto aos professores que morreram em serviço, cruel e criminosamente mandados regressar ás escolas pelas juntas médicas do Ministério da Educação do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues. É também um insulto a todos aqueles que estando doentes são obrigados a comparecerem em juntas médicas para verificação da doença, sabe-se lá sob que stress e tensão.

A junta médica da PSP que reconheceu as baixas fraudulentas dos "solidários" só pode ser demitida e os agentes serem submetidos a nova junta. Um processo disciplinar contra os agentes que usaram a baixa fraudulenta como forma de solidariedade (podre) deveria completar o quadro, mesmo que o resultado fosse somente, se as coisas ficarem por aqui, uma mera advertência oral.

Concomitantemente é preciso salientar - e consagrar na lei - que qualquer manifestação de força, explícita ou implícita, contra a aplicação da lei por parte das forças policiais deve implicar demissão automática, ou seja, despedimento com justa causa. O mesmo para os casos dos "agentes da lei" que desenvolvem actividades criminosas.

Os agentes da PSP são um "corpus", um utensílio do Estado, para a aplicação da lei e protecção dos cidadãos, não para boicotar a aplicação da mesma lei. Será que não lhes explicaram o óbvio quando os admitiram?

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