Em memória de um grande senhor
Hoje, um artigo no semanário "expresso", refere Nuno Crato, colocando-o nas pegadas de um Mário Somottomayor Cardia.
Espero que sim. "Cardia" era uma alma generosa e íntegra. Foi meu professor de "Ética" na licenciatura em filosofia na FCSH. Foi meu professor no ano anterior ao vexame a que a portuguesa imprensa, os portugueses jornalistas e grande parte dos seus alunos da FCSH, que só pensavam na "média" (ficaram na pequena história como "geração rasca" e agora circulam "por aí" nos corredores do poder e nas redacções dos portugueses "media"), o submeteram. Qual o crime? Ter-se candidatado, como independente (mas que escandaleira, como independente, vejam só o atrevimento!), à Presidência da República. É... Aqueles tugas rascas, saídos sabe-se lá de que esgoto, "achincalharam", enxovalharam, ridicularizaram e insultaram, um homem de grande espírito, que foi torturado pela PIDE e que recusou uma vida de luxo e bem estar mais que garantidos para lutar pela democracia. Esta gentalha, dizia, tentou transformar um Homem num palhaço, indo ao ponto de o terem fotografado num hospital - onde se encontrava internado devido a um acidente de viação - em roupão, com aspecto de demente, e terem colocando essa nojeira na capa de uma conhecida (portuguesa) revista, que ainda por aí circula... Claro que isso não foi nem será esquecido. Mário Somottomayor Cardia ficará na grande história. Os que o enxovalharam - e dessa maneira contribuíram para a sua morte prematura - ficarão na pequenina história. Ficarão na pequena história como "tugas", "tugaria", "portugas"... No item das "curiosidades".
Hoje, um artigo no semanário "expresso", refere Nuno Crato, colocando-o nas pegadas de um Mário Somottomayor Cardia.
Espero que sim. "Cardia" era uma alma generosa e íntegra. Foi meu professor de "Ética" na licenciatura em filosofia na FCSH. Foi meu professor no ano anterior ao vexame a que a portuguesa imprensa, os portugueses jornalistas e grande parte dos seus alunos da FCSH, que só pensavam na "média" (ficaram na pequena história como "geração rasca" e agora circulam "por aí" nos corredores do poder e nas redacções dos portugueses "media"), o submeteram. Qual o crime? Ter-se candidatado, como independente (mas que escandaleira, como independente, vejam só o atrevimento!), à Presidência da República. É... Aqueles tugas rascas, saídos sabe-se lá de que esgoto, "achincalharam", enxovalharam, ridicularizaram e insultaram, um homem de grande espírito, que foi torturado pela PIDE e que recusou uma vida de luxo e bem estar mais que garantidos para lutar pela democracia. Esta gentalha, dizia, tentou transformar um Homem num palhaço, indo ao ponto de o terem fotografado num hospital - onde se encontrava internado devido a um acidente de viação - em roupão, com aspecto de demente, e terem colocando essa nojeira na capa de uma conhecida (portuguesa) revista, que ainda por aí circula... Claro que isso não foi nem será esquecido. Mário Somottomayor Cardia ficará na grande história. Os que o enxovalharam - e dessa maneira contribuíram para a sua morte prematura - ficarão na pequenina história. Ficarão na pequena história como "tugas", "tugaria", "portugas"... No item das "curiosidades".