O mapa demográfico e autárquico
Dos resultados preliminares do Censos 2011 - depressa desaparecidos da primeira linha da informação - saliento o aprofundamento da divisão entre o litoral e o interior (cada vez mais despovoado e envelhecido) e a concentração nas principais áreas metropolitanas.
A população diminuiu em 68 % dos concelhos, quase todos do interior. Há 26 com menos de 4.000 habitantes e 116 (38% do total) não chegam aos 10.000! Isto, apesar do investimento em rápidas vias de comunicação e outras infra-estruturas.
O quadro das áreas metropolitanas vem-se alterando, nem sempre acompanhado de uma adequada política de ordenamento. Depois de Lisboa (545.245 hab. e menos 3,44% do que há 10 anos), o segundo concelho do país é Sintra (377.249), o terceiro é Gaia (302.092), só depois o Porto (237.559 e menos 9,72%), seguido por 8 concelhos com mais de 160.000 hab. (Cascais, Loures, Amadora, Braga, Matosinhos, Almada, Oeiras e Gondomar).
A Grande Lisboa e o Grande Porto constituem 1/3 da população. O Plano da "troika" prevê a redução do número de municípios e freguesias. Logo se ouviram vozes contra, a começar por dirigentes autárquicos (como esperado), mas não só. Não obstante, há dias, no encerramento de um Congresso Autárquico, o Primeiro-ministro foi claro no propósito de reduzir a despesa autárquica e avançar com esta reforma.
O actual e imobilista mapa administrativo é incompatível com a racionalidade administrativa e as dificuldades estruturais por que passamos. Há que diminuir o número de câmaras e freguesias, agrupando as que manifestamente não se justificam, numa lógica de gestão de meios e de afinidade identitária. E há que reduzir as empresas municipais que se tornaram um modo de escapar ao perímetro orçamental. Bagão Félix - jornaldenegocios.pt
Dos resultados preliminares do Censos 2011 - depressa desaparecidos da primeira linha da informação - saliento o aprofundamento da divisão entre o litoral e o interior (cada vez mais despovoado e envelhecido) e a concentração nas principais áreas metropolitanas.
A população diminuiu em 68 % dos concelhos, quase todos do interior. Há 26 com menos de 4.000 habitantes e 116 (38% do total) não chegam aos 10.000! Isto, apesar do investimento em rápidas vias de comunicação e outras infra-estruturas.
O quadro das áreas metropolitanas vem-se alterando, nem sempre acompanhado de uma adequada política de ordenamento. Depois de Lisboa (545.245 hab. e menos 3,44% do que há 10 anos), o segundo concelho do país é Sintra (377.249), o terceiro é Gaia (302.092), só depois o Porto (237.559 e menos 9,72%), seguido por 8 concelhos com mais de 160.000 hab. (Cascais, Loures, Amadora, Braga, Matosinhos, Almada, Oeiras e Gondomar).
A Grande Lisboa e o Grande Porto constituem 1/3 da população. O Plano da "troika" prevê a redução do número de municípios e freguesias. Logo se ouviram vozes contra, a começar por dirigentes autárquicos (como esperado), mas não só. Não obstante, há dias, no encerramento de um Congresso Autárquico, o Primeiro-ministro foi claro no propósito de reduzir a despesa autárquica e avançar com esta reforma.
O actual e imobilista mapa administrativo é incompatível com a racionalidade administrativa e as dificuldades estruturais por que passamos. Há que diminuir o número de câmaras e freguesias, agrupando as que manifestamente não se justificam, numa lógica de gestão de meios e de afinidade identitária. E há que reduzir as empresas municipais que se tornaram um modo de escapar ao perímetro orçamental. Bagão Félix - jornaldenegocios.pt