Tributação sobre off-shores
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, declarou hoje em Espinho que a tributação sobre transferências para paraísos fiscais permitiria ao Governo evitar cinco anos de cortes nas pensões.
«Uma das formas de financiar o resgate para diminuir a dívida é a tributação sobre transferências para paraísos fiscais. No caso das 100 maiores exportadoras portuguesas, 25 delas estão registadas na Madeira, registam 6.000 milhões de euros [de lucros], não criam nenhum emprego e, apesar disso, não pagam os impostos que deviam», afirmou Louçã, numa ação de campanha na avenida marginal da praia, em Espinho.
Para o líder do Bloco, o montante de impostos que está em causa corresponderia, «no mínimo, a 1.500 milhões de euros, o que são cinco anos do corte das pensões».
Considerando que «uma em cada quatro das maiores exportadoras está a enganar o país», o coordenador bloquista defende que a protecção da economia passa por um «sistema justo no fisco».
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«É possível ter programas concretos para a criação de 80 mil postos de trabalho ao longo deste ano e do próximo, recuperando a economia e indo ao essencial», alegou Louçã.
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«Tenho toda a confiança na capacidade de resposta dos portugueses, porque sei que olham para si próprios, para as suas famílias e para quem está à sua volta, e não querem aceitar o congelamento das pensões, a diminuição dos salários, a degradação do sistema fiscal que permite este roubo com transferências de 16 mil milhões de euros para off-shores, sem que se peça a decência do pagamento de um imposto num país que tem tantas dificuldades e onde há tanta gente pobre», declara. sol.pt
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, declarou hoje em Espinho que a tributação sobre transferências para paraísos fiscais permitiria ao Governo evitar cinco anos de cortes nas pensões.
«Uma das formas de financiar o resgate para diminuir a dívida é a tributação sobre transferências para paraísos fiscais. No caso das 100 maiores exportadoras portuguesas, 25 delas estão registadas na Madeira, registam 6.000 milhões de euros [de lucros], não criam nenhum emprego e, apesar disso, não pagam os impostos que deviam», afirmou Louçã, numa ação de campanha na avenida marginal da praia, em Espinho.
Para o líder do Bloco, o montante de impostos que está em causa corresponderia, «no mínimo, a 1.500 milhões de euros, o que são cinco anos do corte das pensões».
Considerando que «uma em cada quatro das maiores exportadoras está a enganar o país», o coordenador bloquista defende que a protecção da economia passa por um «sistema justo no fisco».
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«É possível ter programas concretos para a criação de 80 mil postos de trabalho ao longo deste ano e do próximo, recuperando a economia e indo ao essencial», alegou Louçã.
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«Tenho toda a confiança na capacidade de resposta dos portugueses, porque sei que olham para si próprios, para as suas famílias e para quem está à sua volta, e não querem aceitar o congelamento das pensões, a diminuição dos salários, a degradação do sistema fiscal que permite este roubo com transferências de 16 mil milhões de euros para off-shores, sem que se peça a decência do pagamento de um imposto num país que tem tantas dificuldades e onde há tanta gente pobre», declara. sol.pt