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O reino dos sucateiros (I)

O fundador e ex-administrador do BPP, João Rendeiro, disse este sábado à agência Lusa desconhecer o teor das acusações da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários sobre a gestão do banco, que lhe poderá custar e a outros antigos administradores coimas no valor global de 2,5 milhões de euros.

Contactado telefonicamente pela Lusa, João Rendeiro confirmou que o seu advogado [José Miguel Júdice] recebeu "um caixote de papel" com a acusação, mas escusou-se a comentar o seu teor. "Em dois anos nunca fui ouvido sobre esta matéria, portanto não faço ideia do que seja", disse o banqueiro, remetendo comentários para mais tarde.

De acordo com a edição deste sábado do jornal Expresso, João Rendeiro e mais cinco ex-administradores são acusados de várias irregularidades graves ou muito graves durante a gestão do banco BPP. As coimas a aplicar, refere o semanário, vão ter um valor recorde, podendo ascender aos 2,5 milhões de euros, um montante superior às do processo BCP.

"Os seis ex-administradores acusados, entre os quais o fundador do banco João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital [mas também Fernando Lima, Paulo Lopes e Vítor Castanheira] , e a própria instituição foram alvo de múltiplas acusações consideradas graves e muito graves, como criação de títulos fictícios, violação de deveres relativos à qualidade de informação prestada aos clientes ou violação de deveres de informação à CMVM", escreve o Expresso. jn.pt

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