Vive num bloco de apartamentos reservado a infectados *
A mulher que diz ter sido sexualmente agredida pelo director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, vive num bloco de apartamentos reservado a pessoas infectadas com o vírus da sida, noticiava o tablóide "New York Post" hoje. Nada disso, desmentia ao site da revista "Nouvel Observateur" algumas horas depois o advogado da queixosa, Jeffrey Shapiro; só alguns dos apartamentos desse prédio estão reservados a seropositivos.
O grande júri convocado pelo estado de Nova Iorque tem de decidir, até sexta-feira, se há provas suficientes para avançar com um processo contra Strauss-Kahn ou não. Defesa e acusação preparam os argumentos como facas afiadas.
A acusação é dirigida pelo gabinete do procurador de Nova Iorque, Cyrus Vance Jr — que, segundo jornal francês "Le Figaro", é especialista em criminalidade de colarinhos brancos e sensível à violência e discriminação praticada sobre as mulheres. O currículo deste militante do Partido Democrata de 56 anos, filho do secretário de Estado do Presidente James Carter e eleito procurador de Nova Iorque em 2009, com 91 por cento dos votos, atesta-o.
Vance defendeu 29 mil funcionárias da Boeing que se consideravam discriminadas na empresa, por exemplo, e tem como um dos seus casos mais importantes o do assassinato de Susana Jimenez, assediada e morta pelo seu ex-noivo, conta o "Figaro". Uma das suas promessas eleitorais é cuidar dos mais desfavorecidos.
Pode também haver a tentação de fazer o caso do director do FMI um exemplo: nos últimos cinco anos, diplomatas estrangeiros foram alvo de pelo menos 11 processos civis e um criminal relacionados com o abuso de trabalhadores domésticos, adiantava a Reuters.
Preparando-se para um provável avançar do processo, a defesa de Strauss-Kahn terá de fazer a sua própria investigação. O que transpira para os media é que reconhecerá que houve sexo na suite 2806 do hotel Sofitel de Nova Iorque, mas que foi consensual. “As provas não serão consistentes com um encontro forçado”, disse o advogado Ben Brafman, citado pela AFP.
“Não houve nada de consensual no que aconteceu naquele quarto de hotel”, contrapôs o advogado da acusação, Jeffrey Shapiro à televisão NBC. A sua cliente, assegurou, “está pronta a fazer tudo o que for necessário, a cooperar com a polícia, com o Ministério Público. Ela não tem uma agenda política. Está a fazer isto porque considera que é sua responsabilidade fazê-lo, e vai fazê-lo”.
O "The New York Times" sugeriu um meio de prova que deverá ser analisado: a chave magnética usada no hotel. É possível distinguir se foi usada a do cliente ou a chave mestra da empregada de quartos para trancar a porta da suite 2806, na altura em que é localizado o ataque de Strauss-Kahn — o que ajudará a corroborar ou desmentir a história contada pela queixosa, que diz ter sido aprisionada no quarto contra sua vontade.
A equipa de defesa de Strauss-Kahn — Benjamin Brafman, de Nova Iorque, e William Taylor, de Washington — vai promover a sua própria investigação sobre o caso, e será impiedosa. “A única hipótese é que a queixosa surja como uma pessoa frágil e caprichosa”, disse ao "Le Figaro" Dominique Inchauspé, autor de um livro sobre erros judiciais. Desacreditá-la é então a palavra de ordem. Vão passar a pente fino a sua vida e dos seus próximos, os seus extractos bancários, até a vida da sua filha adolescente — será uma guerra sem quartel, como se vê nas séries americanas, e não será bonito. publico. pt
* mas então... se a tipa é toxicodependente como podemos saber se ela está a falar verdade? Os toxicodependentes dizem ou fazem qualquer coisa para conseguir dinheiro. Além disso não consigo perceber como a sujeita fez sexo oral "contrariada"...
Nota 1: "uma das suas promessas eleitorais é cuidar dos mais desfavorecidosos". Os EUA possuem aspectos que a velha Europa somente pode invejar. Mesmo a pena de morte me parece perfeitamente justificada, em casos de grandes bandidos que apresentam "perigosidade sistémica" para a sociedade.
Nota 2: é "curioso" pensar-se como a pessoa, ou uma das raras pessoas, que poderia vir a ser "a figura" que aportaria um futuro consistente para a UE, deitou tudo a perder devido aos "instintos animalescos".
DSK poderia ter contratado as mais belas "acompanhantes" do mundo, que ganham milhares por noite por serem belas, cultas, e absolutamente discretas. O risco que DSK correu (a ser verdade aquilo de que o acusam) somente pode ser explicado do ponto de vista psicanalítico e recorrendo ao "objecto a" lacaniano.
Claro que os franceses, e os europeus, o habituaram a uma impunidade criminosa, como acontece com outros criminosos muito piores que DSK. Pense-se na Casa Pia (Portugal) e na quantidade de criminosos engravatados que andam andam por aí à solta...
No entanto, o facto de se sentir impune não explica porque em vez de contratar uma "acompanhante" espectacular - que corresponde virtualmente a tudo o que um homem pode desejar de uma mulher - DSK preferiu arriscar violar uma empregada de quarto caboverdiana.
No caso Casa Pia os criminosos, que naquele caso eram gays, tinham tudo o que poderiam desejar: jovens "tenros" e desprotegidos.
Embora possam mas não devam ser comparados (porque no caso Casa Pia foram praticados crimes contra a humanidade), basicamente tratou-se de manusear um objecto - uma pessoa que o perverso reduz a objecto - onde o acto de dominar causa em si mesmo grande prazer, exactamente como aconteceu com os criminosos, gays engravatados, que abusavam as crianças da Casa Pia.
No que toca a DSK os jornais, sobretudo os franceses, propagandeiam que se trata de um "conquistador", mas o que tem vindo a lume leva-me a crer tratar-se de um chantagista que usa o seu poder e a sua figura institucional para conseguir favores sexuais. Nada que ver com o muito proclamado "conquistador"...
A mulher que diz ter sido sexualmente agredida pelo director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, vive num bloco de apartamentos reservado a pessoas infectadas com o vírus da sida, noticiava o tablóide "New York Post" hoje. Nada disso, desmentia ao site da revista "Nouvel Observateur" algumas horas depois o advogado da queixosa, Jeffrey Shapiro; só alguns dos apartamentos desse prédio estão reservados a seropositivos.
O grande júri convocado pelo estado de Nova Iorque tem de decidir, até sexta-feira, se há provas suficientes para avançar com um processo contra Strauss-Kahn ou não. Defesa e acusação preparam os argumentos como facas afiadas.
A acusação é dirigida pelo gabinete do procurador de Nova Iorque, Cyrus Vance Jr — que, segundo jornal francês "Le Figaro", é especialista em criminalidade de colarinhos brancos e sensível à violência e discriminação praticada sobre as mulheres. O currículo deste militante do Partido Democrata de 56 anos, filho do secretário de Estado do Presidente James Carter e eleito procurador de Nova Iorque em 2009, com 91 por cento dos votos, atesta-o.
Vance defendeu 29 mil funcionárias da Boeing que se consideravam discriminadas na empresa, por exemplo, e tem como um dos seus casos mais importantes o do assassinato de Susana Jimenez, assediada e morta pelo seu ex-noivo, conta o "Figaro". Uma das suas promessas eleitorais é cuidar dos mais desfavorecidos.
Pode também haver a tentação de fazer o caso do director do FMI um exemplo: nos últimos cinco anos, diplomatas estrangeiros foram alvo de pelo menos 11 processos civis e um criminal relacionados com o abuso de trabalhadores domésticos, adiantava a Reuters.
Preparando-se para um provável avançar do processo, a defesa de Strauss-Kahn terá de fazer a sua própria investigação. O que transpira para os media é que reconhecerá que houve sexo na suite 2806 do hotel Sofitel de Nova Iorque, mas que foi consensual. “As provas não serão consistentes com um encontro forçado”, disse o advogado Ben Brafman, citado pela AFP.
“Não houve nada de consensual no que aconteceu naquele quarto de hotel”, contrapôs o advogado da acusação, Jeffrey Shapiro à televisão NBC. A sua cliente, assegurou, “está pronta a fazer tudo o que for necessário, a cooperar com a polícia, com o Ministério Público. Ela não tem uma agenda política. Está a fazer isto porque considera que é sua responsabilidade fazê-lo, e vai fazê-lo”.
O "The New York Times" sugeriu um meio de prova que deverá ser analisado: a chave magnética usada no hotel. É possível distinguir se foi usada a do cliente ou a chave mestra da empregada de quartos para trancar a porta da suite 2806, na altura em que é localizado o ataque de Strauss-Kahn — o que ajudará a corroborar ou desmentir a história contada pela queixosa, que diz ter sido aprisionada no quarto contra sua vontade.
A equipa de defesa de Strauss-Kahn — Benjamin Brafman, de Nova Iorque, e William Taylor, de Washington — vai promover a sua própria investigação sobre o caso, e será impiedosa. “A única hipótese é que a queixosa surja como uma pessoa frágil e caprichosa”, disse ao "Le Figaro" Dominique Inchauspé, autor de um livro sobre erros judiciais. Desacreditá-la é então a palavra de ordem. Vão passar a pente fino a sua vida e dos seus próximos, os seus extractos bancários, até a vida da sua filha adolescente — será uma guerra sem quartel, como se vê nas séries americanas, e não será bonito. publico. pt
* mas então... se a tipa é toxicodependente como podemos saber se ela está a falar verdade? Os toxicodependentes dizem ou fazem qualquer coisa para conseguir dinheiro. Além disso não consigo perceber como a sujeita fez sexo oral "contrariada"...
Nota 1: "uma das suas promessas eleitorais é cuidar dos mais desfavorecidosos". Os EUA possuem aspectos que a velha Europa somente pode invejar. Mesmo a pena de morte me parece perfeitamente justificada, em casos de grandes bandidos que apresentam "perigosidade sistémica" para a sociedade.
Nota 2: é "curioso" pensar-se como a pessoa, ou uma das raras pessoas, que poderia vir a ser "a figura" que aportaria um futuro consistente para a UE, deitou tudo a perder devido aos "instintos animalescos".
DSK poderia ter contratado as mais belas "acompanhantes" do mundo, que ganham milhares por noite por serem belas, cultas, e absolutamente discretas. O risco que DSK correu (a ser verdade aquilo de que o acusam) somente pode ser explicado do ponto de vista psicanalítico e recorrendo ao "objecto a" lacaniano.
Claro que os franceses, e os europeus, o habituaram a uma impunidade criminosa, como acontece com outros criminosos muito piores que DSK. Pense-se na Casa Pia (Portugal) e na quantidade de criminosos engravatados que andam andam por aí à solta...
No entanto, o facto de se sentir impune não explica porque em vez de contratar uma "acompanhante" espectacular - que corresponde virtualmente a tudo o que um homem pode desejar de uma mulher - DSK preferiu arriscar violar uma empregada de quarto caboverdiana.
No caso Casa Pia os criminosos, que naquele caso eram gays, tinham tudo o que poderiam desejar: jovens "tenros" e desprotegidos.
Embora possam mas não devam ser comparados (porque no caso Casa Pia foram praticados crimes contra a humanidade), basicamente tratou-se de manusear um objecto - uma pessoa que o perverso reduz a objecto - onde o acto de dominar causa em si mesmo grande prazer, exactamente como aconteceu com os criminosos, gays engravatados, que abusavam as crianças da Casa Pia.
No que toca a DSK os jornais, sobretudo os franceses, propagandeiam que se trata de um "conquistador", mas o que tem vindo a lume leva-me a crer tratar-se de um chantagista que usa o seu poder e a sua figura institucional para conseguir favores sexuais. Nada que ver com o muito proclamado "conquistador"...