Antecedente
O FMI já teve de gerir uma outra situação difícil com Strauss-Kahn. Em Janeiro de 2008, o director-geral havia mantido uma relação com uma subordinada, uma economista húngara, Piroska Nagy, em Davos, na Suiça.
Depois de uma investigação de um escritório de advogados de Washington, que concluiu que a relação tinha sido consentida, o conselho de administração do FMI manteve DSK em funções, mas acusou-o de "grave erro de julgamento". jn.pt
Ele tem uma patologia
Agora, rebentou o atual escândalo do "perverso sexual", como já o chamaram.
Em Paris, DSK é, regularmente e desde há vários anos, um dos alvos preferidos dos humoristas por, alegadamente, ser um incurável "don Juan". "Ele tenta entrar em todas", disse um humorista.
"Strauss-Khan tem um problema na relação com as mulheres, tocando frequentemente o assédio", escreveu pelo seu lado, há tempos, Jean Quatremer, jornalista do jornal Libération.
"Ele tem uma patologia, toda a gente sabe que ele tem um problema com as mulheres e o sexo, e agora vão saber-se mais coisas", disse Marine le Pen, líder da extrema-direita francesa, depois de ter sido divulgada a sua prisão, a noite passada, em Nova Iorque, por tentativa de violação. expresso.pt
Versão francesa da "cabala" *
Horas antes de Strauss-Kahn ter sido retirado do voo para França pelas autoridades nova-iorquinas, um aliado do PS francês havia declarado que ele estava a ser alvo de uma campanha de difamação promovida pelo actual presidente francês, Nicolas Sarkozy.
"Está em curso uma campanha completamente estruturada e orquestrada, que já foi anunciada pelo sr. Sarkozy e seus acólitos, para atacar a personalidade de Strauss-Kahn," afirmou o socialista Jean-Marie Le Guen à rádio Europe 1. jn.pt
* num caso de muito menos gravidade que a Casa Pia, onde foram praticados Crimes contra a Humanidade.
Quem é Dominique Strauss-Khan?
O economista de 62 anos tem sido apontado como o candidato mais forte para derrotar o Presidente Nicolas Sarkozy.
Até ontem, Dominique Strauss-Khan era apontado como o provável sucessor do Presidente Nicolas Sarkozy. O escândalo sexual que agora o atinge pode ser o fim da sua carreira política.
Destacado socialista francês e uma das personalidades mais conhecidas no país, o líder do FMI era dado quase certo pela imprensa como candidato nas primárias socialistas.
Nascido a 25 de abril de 1949, no seio de uma família judia de um subúrbio rico de Paris, o atual diretor-geral do FMI passou os primeiros anos de vida em Marrocos antes de viver no principado do Mónaco.
Membro da Assembleia Nacional Francesa (1986-1988; 1988-1991; 2001-2007), professor de economia do Institut d'Etudes Politiques de Paris, ministro da Indústria (1991-1993) e ministro da Economia, Finanças e Indústria (1997-1999), Strauss-Khan acumula licenciaturas em economia, direito e Ciência Política, estatística e administração de empresas além de ter um doutoramento em economia.
Cara do crescimento económico da França
A carreira política de DSK, como é mais conhecido em França, começou na juventude com uma passagem pela União dos Estudantes Comunistas, tendo aderido ao PSF (Partido Socialista Francês) em 1970.
O seu trabalho no Centro de Estudos e Pesquisa socialista junta-o, nos anos 70, a Lionel Jospin, futuro primeiro-ministro francês. E é no Governo de Jospin, de 1997 a 2002, que adquire popularidade. Ministro da Economia, Finanças e Indústria implementou uma política de privatizações, as 35 horas semanais de trabalho e foi a cara do crescimento económico do país com o PIB a aumentar e o desemprego a diminuir.
Antes de chegar ao FMI, a 1 de novembro de 2007, fundou com Michel Rocard o think tank 'A esquerda na Europa'. Ao tomar posse, DSK prometeu uma reforma dos 185 países-membros da instituição.
Strauss-Kahn é casado com Anne Sinclair, uma jornalista francesa, e pai de quatro filhos. expresso.pt
O FMI já teve de gerir uma outra situação difícil com Strauss-Kahn. Em Janeiro de 2008, o director-geral havia mantido uma relação com uma subordinada, uma economista húngara, Piroska Nagy, em Davos, na Suiça.
Depois de uma investigação de um escritório de advogados de Washington, que concluiu que a relação tinha sido consentida, o conselho de administração do FMI manteve DSK em funções, mas acusou-o de "grave erro de julgamento". jn.pt
Ele tem uma patologia
Agora, rebentou o atual escândalo do "perverso sexual", como já o chamaram.
Em Paris, DSK é, regularmente e desde há vários anos, um dos alvos preferidos dos humoristas por, alegadamente, ser um incurável "don Juan". "Ele tenta entrar em todas", disse um humorista.
"Strauss-Khan tem um problema na relação com as mulheres, tocando frequentemente o assédio", escreveu pelo seu lado, há tempos, Jean Quatremer, jornalista do jornal Libération.
"Ele tem uma patologia, toda a gente sabe que ele tem um problema com as mulheres e o sexo, e agora vão saber-se mais coisas", disse Marine le Pen, líder da extrema-direita francesa, depois de ter sido divulgada a sua prisão, a noite passada, em Nova Iorque, por tentativa de violação. expresso.pt
Versão francesa da "cabala" *
Horas antes de Strauss-Kahn ter sido retirado do voo para França pelas autoridades nova-iorquinas, um aliado do PS francês havia declarado que ele estava a ser alvo de uma campanha de difamação promovida pelo actual presidente francês, Nicolas Sarkozy.
"Está em curso uma campanha completamente estruturada e orquestrada, que já foi anunciada pelo sr. Sarkozy e seus acólitos, para atacar a personalidade de Strauss-Kahn," afirmou o socialista Jean-Marie Le Guen à rádio Europe 1. jn.pt
* num caso de muito menos gravidade que a Casa Pia, onde foram praticados Crimes contra a Humanidade.
Quem é Dominique Strauss-Khan?
O economista de 62 anos tem sido apontado como o candidato mais forte para derrotar o Presidente Nicolas Sarkozy.
Até ontem, Dominique Strauss-Khan era apontado como o provável sucessor do Presidente Nicolas Sarkozy. O escândalo sexual que agora o atinge pode ser o fim da sua carreira política.
Destacado socialista francês e uma das personalidades mais conhecidas no país, o líder do FMI era dado quase certo pela imprensa como candidato nas primárias socialistas.
Nascido a 25 de abril de 1949, no seio de uma família judia de um subúrbio rico de Paris, o atual diretor-geral do FMI passou os primeiros anos de vida em Marrocos antes de viver no principado do Mónaco.
Membro da Assembleia Nacional Francesa (1986-1988; 1988-1991; 2001-2007), professor de economia do Institut d'Etudes Politiques de Paris, ministro da Indústria (1991-1993) e ministro da Economia, Finanças e Indústria (1997-1999), Strauss-Khan acumula licenciaturas em economia, direito e Ciência Política, estatística e administração de empresas além de ter um doutoramento em economia.
Cara do crescimento económico da França
A carreira política de DSK, como é mais conhecido em França, começou na juventude com uma passagem pela União dos Estudantes Comunistas, tendo aderido ao PSF (Partido Socialista Francês) em 1970.
O seu trabalho no Centro de Estudos e Pesquisa socialista junta-o, nos anos 70, a Lionel Jospin, futuro primeiro-ministro francês. E é no Governo de Jospin, de 1997 a 2002, que adquire popularidade. Ministro da Economia, Finanças e Indústria implementou uma política de privatizações, as 35 horas semanais de trabalho e foi a cara do crescimento económico do país com o PIB a aumentar e o desemprego a diminuir.
Antes de chegar ao FMI, a 1 de novembro de 2007, fundou com Michel Rocard o think tank 'A esquerda na Europa'. Ao tomar posse, DSK prometeu uma reforma dos 185 países-membros da instituição.
Strauss-Kahn é casado com Anne Sinclair, uma jornalista francesa, e pai de quatro filhos. expresso.pt