Estive a ouvir parte do debate dos líderes parlamentares e o líder do PCP tem toda a razão: a UE impôs-nos a destruição da indústria das pescas (a favor dos espanhóis), da agricultura (idem), nomeadamente, e agora encontramo-nos numa situação que é (também) fruto destas imposições, aceites candidamente pelos sucessivos governos portugueses. Portanto, uma renegociação da dívida, nos moldes que o líder parlamentar do PCP, propôs faz todo o sentido: pagamos o dinheiro que nos foi emprestado, de forma faseada, mas não pagamos os juros. Aliás foi dado um exemplo interessante: a Alemanha no pós-guerra, que se encontrava tremendamente endividada, colocou uma condição para pagamento da dívida: os juros nunca podiam ser mais que 5% do PIB, mantendo assim a dívida sob total controle. Este dado histórico é um bom ponto de partida para se (tentar) lançar este debate na UE...
No entanto não podemos branquear a total destruição das finanças públicas que foi processada ao longo dos seis anos do governo do ex-pm José: por isso é um dever absoluto, "religioso", do Estado, o dever de criminalizar - de forma efectiva e exemplar - o que foi crime. Isso é na minha opinão vital para se promover um futuro decente e credível.
Mantém-se a questão - essencial - do património e os rendimentos não serem taxados de forma extraordinária, como o foram os funcionários públicos.
No entanto não podemos branquear a total destruição das finanças públicas que foi processada ao longo dos seis anos do governo do ex-pm José: por isso é um dever absoluto, "religioso", do Estado, o dever de criminalizar - de forma efectiva e exemplar - o que foi crime. Isso é na minha opinão vital para se promover um futuro decente e credível.
Mantém-se a questão - essencial - do património e os rendimentos não serem taxados de forma extraordinária, como o foram os funcionários públicos.