O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) no défice orçamental será superior ao corte aplicado nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).Numa análise à proposta de Orçamento do Estado para 2012, os técnicos independentes que dão apoio aos deputados calculam em 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) o impacto no défice do custo directo da nacionalização do BPN em 2010 e 2011, um valor que supera os 1,2% do PIB de impacto dos cortes nos subsídios de férias e Natal."No total o impacto no défice público suplantará o valor do corte nos subsídios de férias e de Natal de alguns funcionários públicos e pensionistas, avaliados em 1,2% do PIB, 2.016 milhões de euros", diz a UTAO.Para além do impacto no défice em 2010 e 2011, a UTAO calcula ainda que os encargos com juros que terão de ser suportados com as sociedades veículo do BPN vão originar custos na ordem dos 323 milhões de euros por ano, o equivalente a 0,2% do PIB de 2012.Só em 2010, o impacto na dívida pública do BPN foi de 2,2% do PIB em 2010.
(Económico com Lusa - 26/10/11)
A questão fundamental é: porque foi nacionalizado um banco que se sabia ser totalmente insustentável, que inevitavelmente teria de sair de cena, pois era sabido que jamais recuperaria a confiança dos depositantes e dos investidores?
O ex-líder do PSD, Marques Mendes, afirmou esta quinta-feira, na TVI24, que renegociação de concessão de auto-estradas entre o Governo de José Sócrates e o grupo Mota (da Mota-Engil) em 2010 representam 1,4 mil milhões de euros de prejuízos para o Estado.
"A não haver uma justificação muito clara e muito objectiva, eu diria que estamos perante um caso de polícia", avisou Marques Mendes, sustentando que a negociação não foi só para a introdução de portagens em auto-estradas sem custos para o utilizador, mas em duas grandes concessões, em Lisboa e Porto que já tinham portagens. Por isso, Mendes diz-se "estupefacto". correiodamanha.pt